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Cientistas descobrem parasita responsável por duas mortes e 150 casos de infecções graves

Doença tem sintomas parecidos com os da leishmaniose e é resistente aos tratamentos; pesquisador dá detalhes sobre a descoberta
parasita mortal
Doença tem sintomas parecidos com os da leishmaniose e é resistente aos tratamentos; pesquisador dá detalhes sobre a descoberta

Doença tem sintomas parecidos com os da leishmaniose e é resistente aos tratamentos; pesquisador dá detalhes sobre a descoberta

Uma pesquisa conjunta entre a USP de Ribeirão Preto, a Universidade Federal de Sergipe, o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (Maryland, EUA) e a UFSCar resultou na descoberta de um novo parasita, a Cridia sergipensis, causador de uma doença semelhante à leishmaniose, mas mais grave e resistente aos tratamentos convencionais.

Descoberta e Características do Parasita

O trabalho, que durou cerca de oito anos, iniciou-se com o objetivo de entender a resistência à leishmaniose. Durante a pesquisa, os cientistas observaram um parasita desconhecido em pacientes de Aracaju (SE), que apresentava características distintas da Leishmania. Após sequenciamento genômico, confirmou-se tratar-se de um novo protozoário, batizado de Cridia sergipensis. Ao contrário da Leishmania, que infecta apenas insetos, a Cridia sergipensis infecta humanos e camundongos.

Transmissão e Tratamento

A transmissão da doença ainda não está totalmente esclarecida, mas suspeita-se que o vetor seja semelhante ao da leishmaniose (o mosquito palha). A doença, até o momento, parece estar restrita à região de Aracaju. Como o parasita mostrou resistência aos tratamentos usuais contra a leishmaniose, a pesquisa agora se concentra na identificação do mecanismo de transmissão, ciclo de vida do parasita, desenvolvimento de métodos de diagnóstico e novos tratamentos.

Próximos Passos e Pesquisa Multidisciplinar

Os próximos passos da pesquisa incluem a investigação do mecanismo de transmissão, ciclo de vida do parasita (incluindo possíveis reservatórios silvestres), desenvolvimento de métodos de diagnóstico e a busca por novos tratamentos eficazes. A pesquisa é multidisciplinar, envolvendo grupos de Ribeirão Preto (USP), Sergipe (UF Sergipe), São Carlos (UFSCar) e especialistas em bioinformática, com foco na caracterização da doença e no desenvolvimento de novas terapias. O trabalho foi publicado em revista científica internacional.

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