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Cientistas descobrem que padrões cerebrais podem influenciar a resistência das pessoas ao estres

Por meio da combinação de técnicas, os pesquisadores conseguiram analisar a percepção que cada indivíduo possui do estres
padrões cerebrais e estresse
Por meio da combinação de técnicas, os pesquisadores conseguiram analisar a percepção que cada indivíduo possui do estres

Por meio da combinação de técnicas, os pesquisadores conseguiram analisar a percepção que cada indivíduo possui do estres

Cientistas da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto descobriram que padrões cerebrais influenciam a resistência ao estresse. Usando um modelo experimental com ratos, os pesquisadores submeteram grupos de animais a choques, com um grupo podendo escapar e outro não. Um terceiro grupo serviu como controle.

Resistência ao Estresse e o Cérebro

O neurocientista Dr. Danilo Bernetti-Marques explica que a pesquisa busca entender por que alguns indivíduos são resilientes e outros vulneráveis ao estresse. A capacidade de controlar o estresse é um fator determinante, e o estudo analisou as diferenças cerebrais entre ratos que conseguiram escapar dos choques (estresse controlável) e aqueles que não conseguiram (estresse incontrolável).

Desamparo Aprendido e Padrões Cerebrais

A pesquisa identificou que a maioria dos ratos expostos ao estresse controlável se mostraram resistentes a efeitos depressivos. Já aqueles submetidos ao estresse incontrolável apresentaram desamparo aprendido, com redução da motivação e dificuldade em lidar com novos estressores. Análises revelaram padrões de atividade cerebral distintos entre os grupos, com ondas cerebrais teta (5 ciclos por segundo) mais presentes nos animais resilientes.

Próximos Passos e Implicações

A pesquisa abre caminho para o desenvolvimento de tratamentos para a depressão, utilizando a neuromodulação personalizada baseada nos padrões cerebrais identificados. A equipe colabora com psiquiatras da USP em São Paulo para aplicar essas descobertas no desenvolvimento de novas terapias. Apesar dos desafios de financiamento à pesquisa científica no Brasil, os pesquisadores se mostram otimistas com a possibilidade de avanços futuros.

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