Pesquisa feito pelo Hemocentro revelou predomínio de pacientes com tipo sanguíneo A
Pesquisadores do Hemocentro de Ribeirão Preto descobriram que pessoas com tipo sanguíneo A têm maior probabilidade de desenvolver casos graves de COVID-19.
Grupo sanguíneo e gravidade da COVID-19
Um estudo realizado pela equipe do hematologista Gil de Santos revelou uma correlação entre o tipo sanguíneo A e a gravidade da infecção pelo novo coronavírus. A pesquisa, derivada de um estudo maior sobre o uso de plasma convalescente em pacientes graves, observou uma prevalência significativamente maior do tipo sanguíneo A entre pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI) e em ventilação mecânica, em comparação com a população geral da região.
Risco aumentado para o tipo sanguíneo A
Os resultados indicaram um risco 2,5 vezes maior de necessidade de ventilação mecânica para indivíduos com tipo sanguíneo A em relação aos indivíduos com tipo sanguíneo O. Embora alguns estudos anteriores sugerissem essa possibilidade, esta pesquisa forneceu dados concretos que comprovam essa correlação.
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Possíveis implicações e pesquisas futuras
Essa descoberta destaca a importância de considerar o tipo sanguíneo como um fator de risco para a gravidade da COVID-19. Pacientes com tipo sanguíneo A e comorbidades podem se beneficiar de cuidados mais intensivos e precoces, como a transfusão de plasma. Embora o estudo tenha indicado uma possível menor propensão a casos graves em indivíduos com tipo sanguíneo O, mais pesquisas são necessárias para confirmar essa observação, principalmente em relação aos tipos sanguíneos B e AB, que apresentaram pouca representatividade na amostra analisada. A pesquisa também abre caminho para estudos futuros que investiguem as razões biológicas por trás dessa associação.



