Material foi criado no laboratório da Embrapa de São Carlos e em parceria com a Unesp de Araraquara. Ouça o ‘Giro do Agro’
Cientistas brasileiros da Embrapa e da Unesp desenvolveram um revestimento comestível que pode dobrar o tempo de vida útil dos morangos. A película protetora, criada em laboratório, é composta por ingredientes naturais como óleo essencial de orégano e capim, cera de carnauba, amido de araruta e nanocristais de celulose.
Como funciona o revestimento?
Os morangos são mergulhados em uma solução aquosa contendo esses ingredientes. Em apenas meia hora, o material seca, formando uma camada protetora comestível. Essa película atua como uma barreira, limitando a entrada de oxigênio e, consequentemente, retardando o processo de respiração da fruta. Isso ajuda a evitar a perda de umidade e o desenvolvimento de fungos, prolongando a conservação.
Resultados e próximos passos
Testes mostraram que morangos revestidos podem durar até 14 dias na geladeira, contra os 5 dias habituais. Mesmo em temperatura ambiente, a durabilidade aumenta significativamente. A pesquisa foi publicada em revista científica internacional. A próxima etapa é a produção em larga escala, que depende de investimentos da indústria. Uma empresa de alimentos já demonstrou interesse, mas o acordo ainda não foi finalizado.
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Essa inovação tecnológica demonstra o potencial da pesquisa brasileira em aumentar a vida útil de produtos agrícolas, reduzindo perdas e melhorando a eficiência da produção. A utilização de ingredientes naturais torna a solução ainda mais atrativa para um mercado cada vez mais consciente da sustentabilidade.