A pesquisa tem como pioneiro profissionais do Hemocentro de Ribeirão Preto
Cientistas brasileiros estão conduzindo um estudo promissor para avaliar a eficácia do plasma de pacientes recuperados da COVID-19 no tratamento de casos graves da doença. A pesquisa, iniciada no Hemocentro de Ribeirão Preto, consiste na aplicação de plasma convalescente (retirado de pessoas que se recuperaram da infecção) em pacientes ainda em fase aguda da COVID-19, em conjunto com outros tratamentos.
Testes iniciais e resultados positivos
Cada paciente recebe até três doses de plasma em três dias consecutivos. Após uma semana de testes iniciais, o Hemocentro de Ribeirão Preto relatou resultados positivos, observando o desaparecimento rápido do vírus em pacientes que receberam o plasma. Entretanto, o hematologista e coordenador da pesquisa, Rodrigo Calado, ressalta a necessidade de acompanhamento mais prolongado para comprovar a efetividade do tratamento, comparando os resultados com pacientes que não receberam o plasma.
Ampliação da pesquisa e apoio governamental
Outros centros de pesquisa em São Paulo também estão realizando testes semelhantes. O sucesso do estudo depende do apoio governamental, com a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) já fornecendo suporte, e a busca por investimentos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. A pesquisa utiliza uma técnica já aplicada em outras síndromes virais, oferecendo uma possível alternativa no combate à COVID-19.
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Próximos passos e considerações
Embora os resultados iniciais sejam animadores, ainda são necessários estudos mais amplos e controlados para confirmar a eficácia do plasma convalescente como tratamento para a COVID-19. A pesquisa em andamento é fundamental para avaliar a real contribuição dessa terapia no enfrentamento da pandemia.



