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Cinco anos depois da interdição, escola municipal Domingos Angerami é entregue no Ribeirão Verde

Prédio foi condenado e a construção de uma nova estrutura começou em 2020 e era para ser entregue 12 meses depois
Cinco anos depois da interdição
Prédio foi condenado e a construção de uma nova estrutura começou em 2020 e era para ser entregue 12 meses depois

Prédio foi condenado e a construção de uma nova estrutura começou em 2020 e era para ser entregue 12 meses depois

Depois de cinco anos, a Escola Municipal Domingos Anjerame foi reinaugurada hoje pela manhã. A nova unidade, localizada no Jardim Pedra Branca — dentro do complexo Ribeirão Verde — recebeu alunos, profissionais da educação e integrantes da prefeitura em cerimônia celebrada especialmente pelas crianças.

Interdição e impacto para a comunidade

O prédio original da Domingos Anjerame foi interditado em setembro de 2018 após laudo do Ministério Público de São Paulo apontar falhas elétricas graves, como quadro de disjuntores defeituoso, fiação exposta e ligações irregulares em salas e banheiros, problemas que poderiam provocar incêndios e colocar em risco estudantes, funcionários e professores. Desde então, cerca de 570 alunos foram transferidos para um prédio nos Campos Elíseos (CES), o que gerou desgaste e reclamações recorrentes da população do Ribeirão Verde.

Obras, atrasos e custo

A obra da nova escola começou em abril de 2021 com prazo inicial de 12 meses, mas enfrentou sucessivos atrasos. Em 2023 a prefeitura rompeu contrato com a construtora original alegando abandono da obra e abriu nova licitação, cuja previsão inicial apontava conclusão para janeiro de 2024. A entrega efetiva ocorreu apenas atrásra. O investimento total na construção foi de R$ 7 milhões.

Estrutura, equipamentos e retorno dos alunos

O novo prédio tem capacidade para 800 alunos e reúne recursos apontados pela Secretaria de Educação como essenciais para a rotina escolar: salas climatizadas com projetores e quadro branco, laboratórios (inclusive de informática), quadra descoberta e demais instalações modernas. Um problema curioso apontado durante a obra — a ausência de uma caixa d’água no projeto — foi verificado e corrigido; imagens do novo prédio foram publicadas pelas redes da imprensa local.

Segundo o secretário municipal de Educação, Felipe Elias Miguel, a volta das aulas ao bairro deve reduzir a necessidade de transporte escolar e trazer mais segurança e conforto às famílias, que não precisarão mais deslocar crianças até os Campos Elíseos. A reorganização da rede e o diálogo com as famílias serão feitos nos próximos dias para oficializar a mudança.

Após anos de espera e divergências sobre prazos e responsabilidades, a reinauguração da Domingos Anjerame marca a retomada das atividades no bairro onde vivem os alunos, com mais vagas e uma estrutura atualizada para o ensino fundamental.

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