Incêndio é um dos maiores que seguem ativos no estado de São Paulo; mais de 130 pessoas e 40 veículos atuam na força-tarefa
O combate ao incêndio que atinge a Estação Ecológica Jataí, Cinco aviões e dois helicópteros atuam no combate às chamas na Reserva Ecológica Jataí, a maior reserva de cerrado do estado de São Paulo, segue intensificado na tarde desta segunda-feira (data não divulgada). A reserva, localizada no município de Luiz Antônio, está sendo monitorada e protegida por uma força-tarefa que conta com cinco aviões e dois helicópteros da Defesa Civil do Estado, além de mais de 100 pessoas entre brigadistas, bombeiros, funcionários da Fundação Florestal e equipes de usinas próximas.
O incêndio teve início na noite de sexta-feira e desde então mobiliza esforços para conter o avanço das chamas. Na manhã desta segunda-feira, o governo de São Paulo informou que aumentou o número de aeronaves envolvidas na operação, que anteriormente contava com três aviões e um helicóptero.
Operação de combate ao fogo: O capitão Gustavo Henrique Rissato, do Corpo de Bombeiros, detalhou o trabalho realizado no local. Segundo ele, as aeronaves de asa fixa realizam lançamentos de água misturada a um produto retardante de cor vermelha, que tem a função de suprimir o calor do fogo e retardar a propagação das chamas. Além do apoio aéreo, equipes de brigadistas atuam na construção de aceiros para conter o avanço do fogo, enquanto as usinas próximas foram acionadas para auxiliar na operação.
Características da reserva e histórico de incêndios
A Estação Ecológica Jataí possui uma área total de aproximadamente 11 mil hectares e é considerada a maior reserva de cerrado do estado. A região enfrenta dificuldades para o combate aos incêndios devido ao difícil acesso, baixa umidade, altas temperaturas e ventos, fatores que complicam a locomoção e comunicação entre as equipes.
O local já registrou incêndios de grandes proporções nos últimos anos. Em 2021, cerca de 3,8 mil hectares foram queimados, e em 2020, outra queimada atingiu aproximadamente 5 mil hectares. Para tentar evitar novos incidentes, a reserva passou a ser monitorada em tempo integral por drones termais desde 2024.
Medidas de segurança e monitoramento: A Defesa Civil do Estado fechou a Estação Ecológica Jataí para visitação e a reserva não consta na lista de parques e unidades de conservação estaduais reabertos nesta segunda-feira. Apesar do incêndio, o capitão Rissato afirmou que não há risco iminente para residências próximas, já que o fogo está concentrado no interior da reserva. O avanço das chamas será monitorado continuamente para avaliar possíveis riscos futuros.
Até o início da tarde desta segunda-feira, a extensão da área atingida pelo incêndio não havia sido divulgada pelas autoridades.
Investigação e prevenção: A causa do incêndio ainda está sendo investigada. O tenente Maxwell de Souza, diretor de Comunicação da Defesa Civil de São Paulo, destacou o esforço das equipes envolvidas na operação, que contou com 150 pessoas em campo no domingo e 100 nesta segunda-feira, além do uso de cinco aeronaves.
Ele ressaltou que, na maioria dos casos, os incêndios têm origem em ações humanas, muitas vezes acidentais ou negligentes, e destacou a importância da educação ambiental e da conscientização da população para prevenir novos focos de fogo.
O tenente também reforçou a importância das denúncias para a rápida resposta das equipes de combate. Pessoas que presenciem atos suspeitos, como colocar fogo em lixo ou terrenos, devem comunicar imediatamente às autoridades pelos telefones 190 (Polícia Militar) ou 181 (Disque Denúncia da Polícia Civil). Segundo ele, o combate ao fogo geralmente começa entre 20 e 30 minutos após o início das chamas, o que torna a denúncia rápida fundamental para controlar o incêndio e possibilitar flagrantes.
Panorama
O incêndio na Estação Ecológica Jataí evidencia os desafios enfrentados na preservação das áreas de cerrado, bioma que sofre com a ação humana e condições climáticas adversas. O aumento dos recursos e o monitoramento por drones são medidas importantes para a proteção da reserva, mas a colaboração da população e a fiscalização rigorosa são essenciais para evitar novos incidentes. O trabalho coordenado entre Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, brigadistas e demais órgãos segue em ritmo intenso para conter as chamas e preservar a biodiversidade local.



