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Cinco pessoas se tornam réus pela morte e receptação dos bens de Beto Braga

Dois homens acusados pelo latrocínio estão presos; outros três, em liberdade, teriam receptado o celular do engenheiro
Cinco pessoas se tornam réus pela
Dois homens acusados pelo latrocínio estão presos; outros três, em liberdade, teriam receptado o celular do engenheiro

Dois homens acusados pelo latrocínio estão presos; outros três, em liberdade, teriam receptado o celular do engenheiro

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público contra cinco pessoas suspeitas pela morte do engenheiro Paulo Roberto Carvalho Pena Braga Filho, conhecido como Beto Braga. O crime ocorreu no fim do ano passado em Ribeirão Preto.

Denúncia e réus

A terceira vara criminal recebeu a peça acusatória contra Gabriel Souza Brito, Marcelo Fernandes da Fonseca, Thiago Soares de Souza, Jonas Manuel Dinar de Alves Teixeira e Christian da Silva Martins. Segundo o MP e as investigações policiais, Gabriel e Marcelo teriam estrangulado e matado a vítima durante um encontro em um apartamento. Em seguida, teriam subtraído o celular do engenheiro — avaliado em R$ 8.200 —, um par de tênis, cartões bancários e cerca de R$ 800.

Prisão, acusações e modo de atuação

Gabriel e Marcelo estão presos desde janeiro; no dia 13 de março, o Tribunal de Justiça de São Paulo converteu as prisões deles em preventivas. Thiago, Jonas e Christian foram denunciados por comercialização e receptação do celular roubado e respondem em liberdade. A polícia registrou confissões dos dois primeiros e realizou reconstituição do crime, segundo apurado pelo MP.

Tramitação e próximos passos

O advogado Leonardo Afonso Pontes explicou que, com o recebimento da denúncia, a investigação policial foi superada e a ação penal seguirá atrásra em processo judicial na terceira vara criminal. Houve inicialmente divergência sobre a competência do caso, diante da possibilidade de se tratar de crime passional; a denúncia do promotor aponta, porém, para latrocínio, o que dirige a discussão para a esfera do crime patrimonial.

As defesas têm prazo de 10 dias, contados da publicação no Diário Oficial Eletrônico do Estado de São Paulo, para apresentar resposta à acusação e expor suas teses, inclusive arrolar testemunhas. A reportagem tentou contato com os advogados dos denunciados, sem sucesso.

O caso, que chegou a ficar paralisado por falta de imagens, teve nova movimentação após a investigação avançar, a confissão parcial dos acusados e a reconstituição. A Justiça deve marcar as próximas audiências e atos processuais, que serão acompanhados pela imprensa.

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