Cadeia Alimentar II cumpriu 27 mandados de prisão preventiva, mas sete ainda estão foragidos
A Operação Cadeia Alimentar, deflagrada pela Polícia Federal e Ministério Público Federal, prendeu 20 pessoas em 27 cidades do interior paulista. A operação investiga fraudes em licitações de merenda escolar em pelo menos 50 municípios, ocorridas entre 2013 e 2017.
Esquema de Fraudes
O esquema criminoso envolvia empresários, lobistas e agentes públicos, com pagamentos de propina para garantir contratos superfaturados com frigoríficos. Em alguns casos, as merendas sequer eram entregues, ou a qualidade dos alimentos não correspondia ao contratado. A investigação aponta que as propinas eram fracionadas entre várias pessoas, com divisão de lucros entre políticos e empresários. A tratativa muitas vezes era feita diretamente com prefeitos, secretários ou lobistas.
Impacto e Desdobramentos
A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2 bilhões dos investigados. Cinco pessoas presas já manifestaram interesse em firmar acordo de delação premiada. O delegado Bruno Higotti afirmou que até parentes de funcionários públicos estavam envolvidos, com comprovados pagamentos em contas de terceiros. Embora o valor total desviado seja desconhecido, os prejuízos para as merendas escolares são consideráveis. O delegado Marcelo Ivo de Carvalho destacou que este não é o primeiro caso de fraude em merendas escolares e que tais desvios impactam significativamente os serviços públicos. Investigações revelaram conversas e áudios indicando a intenção de fornecer merendas de qualidade inferior para reduzir custos e aumentar os lucros.
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Os investigados, que podem responder por organização criminosa, falsidade ideológica, prevaricação, corrupção passiva e ativa, permanecerão presos por cinco dias, podendo a prisão ser preventiva. As penas somadas podem chegar a 28 anos de prisão.



