Obra tem direção de Guel Arraes, conhecido por ‘O Auto da Compadecida’; confira a resenha do crítico Marcos de Castro na coluna
Estreia hoje o longa-metragem nacional Grande Sertão, adaptação moderna do clássico de Guimarães Rosa.
Uma Nova Roupagem para um Clássico
Dirigido por Guel Arraes, após 13 anos do aclamado Alto da Compadecida, o filme se passa em um futuro distópico brasileiro, ambientado nas favelas, mas sem cair nos clichês do “favela-movie”. A trama, centrada na guerra urbana entre policiais e bandidos, utiliza uma estética de rock’n’roll e perseguições eletrizantes para narrar a história de amor proibido entre um professor e um bandido, com um grande segredo envolvido.
Elenco e Direção
O elenco conta com grandes nomes como Caio Blat, Luís Miranda e Eduardo Sterblitch (como o Diabo), além de Rodrigo Lombardi. A direção de Guel Arraes é elogiada pela capacidade de criar uma superprodução de ação sem perder a essência teatral do livro original. Apesar de algumas críticas à química entre a protagonista (filha do diretor) e Caio Blat, o filme é visto como uma porta de entrada para adaptações modernas de clássicos brasileiros, similar ao que Hollywood faz com Shakespeare.
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Um Marco para o Cinema Brasileiro
Grande Sertão é uma produção da Globo Filmes e Paris Filmes, que demonstra o avanço da qualidade do cinema nacional. O filme mantém a atmosfera clássica da obra original, atualizando-a para um público contemporâneo. A produção de primeira linha, as cenas de ação impecáveis e a abordagem sensível de temas como identidade de gênero, tornam este filme uma referência para o cinema brasileiro, demonstrando a capacidade de produzir obras de grande qualidade e apelo internacional.



