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Cirurgia ortopédica tem grande fila na região de Ribeirão Preto

Cerca de 2,3 mil estão na fila de espera, segundo Diretoria Regional de Saúde; Estado alega defasagem na tabela do SUS
fila cirurgia ortopédica
Cerca de 2,3 mil estão na fila de espera, segundo Diretoria Regional de Saúde; Estado alega defasagem na tabela do SUS

Cerca de 2,3 mil estão na fila de espera, segundo Diretoria Regional de Saúde; Estado alega defasagem na tabela do SUS

Dor e Incerteza: Pacientes Aguardam por Cirurgias Ortopédicas em Ribeirão Preto

Pacientes de Ribeirão Preto e região enfrentam dificuldades para realizar cirurgias ortopédicas devido à paralisação de procedimentos em alguns setores do SUS. Especialidades como coluna e joelho estão com atendimentos suspensos, exceto em casos de urgência e emergência relacionados a câncer. A situação afeta inúmeros pacientes, como Nilsson Gabriel da Costa, de 52 anos, que sofre com fortes dores nas pernas devido a uma atrose.

O Caso de Nilsson e a Busca por Solução

Nilsson, afastado do trabalho por conta das dores, relata o sofrimento diário e a dificuldade para realizar atividades básicas. A fisioterapia não resolve o problema, e a única solução é uma cirurgia para colocação de prótese no joelho. Seu pedido de cirurgia, feito em dezembro do ano passado, ainda não tem data para ser realizado, devido à paralisação de atendimentos no setor ortopédico.

Falta de Recursos e Longas Filas de Espera

A assessoria do Hospital das Clínicas informou que o atendimento em alguns setores está temporariamente suspenso, incluindo os de coluna e joelho (fechados desde 2014 e 2016, respectivamente), enquanto o setor de quadril permanece aberto. A direção do hospital afirma estar buscando normalizar os atendimentos, mas a gestão de vagas é responsabilidade da Secretaria Estadual de Saúde. O diretor do DRS-8, responsável por Ribeirão Preto e outras 25 cidades, relatou uma fila de espera de 2.300 pessoas para cirurgias ortopédicas, alegando que os recursos do Ministério da Saúde são insuficientes. O Ministério da Saúde, por sua vez, afirma que os repasses para Ribeirão Preto estão em dia, tendo transferido R$ 9,6 bilhões para o estado e R$ 117 milhões para o município no ano passado. A prefeitura de Ribeirão Preto afirma que não há filas para casos de urgência e que as operações agendadas levam entre 6 e 8 meses para serem realizadas.

O problema da paralisação de cirurgias ortopédicas em Ribeirão Preto expõe a fragilidade do sistema de saúde pública e a necessidade de investimentos para garantir o atendimento adequado à população. A busca por soluções efetivas para reduzir o tempo de espera e garantir o acesso à saúde é fundamental para minimizar o sofrimento de pacientes como Nilsson e tantos outros que aguardam por tratamento.

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