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Cirurgias completamente diferentes, afirma médico sobre terceiro caso de gêmeas unidas pela cabeça

Hélio Rubens Machado lidera a equipe que vai fazer a separação das irmãs que chegaram a Ribeirão vindas de São José dos Campos
gêmeas unidas pela cabeça
Hélio Rubens Machado lidera a equipe que vai fazer a separação das irmãs que chegaram a Ribeirão vindas de São José dos Campos

Hélio Rubens Machado lidera a equipe que vai fazer a separação das irmãs que chegaram a Ribeirão vindas de São José dos Campos

O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto se prepara para mais um desafio médico: a terceira cirurgia de separação de gêmeas siamesas unidas pela cabeça. As irmãs, provenientes de São José dos Campos, já estão internadas realizando exames preliminares.

A Complexidade da Cirurgia

Segundo o neurocirurgião pediátrico Dr. Hélio Rubens Machado, apesar da experiência prévia com casos semelhantes em 2018 e 2023, cada cirurgia de separação de gêmeas craniópagas apresenta singularidades. A localização do ponto de união entre os cérebros varia em cada caso, demandando uma análise minuciosa e planejamento personalizado. A compreensão da interconexão cerebral é o principal desafio inicial.

Etapas e Expectativas

Devido à prematuridade das gêmeas, a cirurgia não ocorrerá imediatamente. O Dr. Machado explica que as crianças necessitam ganhar peso e resistência para suportar o procedimento, que será realizado em etapas. São previstas quatro cirurgias neurológicas para separar os cérebros, seguidas de uma cirurgia plástica para reconstrução craniana e da pele. A equipe médica estima que a cirurgia ocorra entre um e dois anos de idade das gêmeas, período considerado ideal para o procedimento.

Tecnologia e Inovação

A equipe médica do Hospital das Clínicas tem utilizado tecnologias inovadoras ao longo dos anos. Na primeira cirurgia (2018), modelos tridimensionais em acrílico e cerâmica foram cruciais. Em 2023, a realidade virtual permitiu um planejamento mais preciso e colaborativo. Para a próxima cirurgia, a equipe busca aprimorar o sistema de neuronavigação, visando uma precisão cirúrgica ainda maior, possivelmente integrada a um braço robótico. Embora a tecnologia já exista, a equipe dedicará um ano inteiro ao estudo e testes para garantir o sucesso da integração.

As gêmeas permanecem internadas em Ribeirão Preto, aguardando o crescimento e amadurecimento dos órgãos. A equipe médica realizará uma ressonância magnética assim que o estado clínico das crianças permitir, dando início à fase de estudos e planejamento da cirurgia. A satisfação da equipe médica em realizar esse tipo de procedimento, que envolve cerca de 40 a 50 profissionais, é imensa, representando anos de estudo, dedicação e a colaboração de diversas áreas da medicina e da universidade.

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