Jornalista e escritor ribeirão-pretano Irving Malaguti fala sobre a obra de Machado de Assis
Dom Casmurro, um clássico de Machado de Assis, continua a encantar leitores de todas as gerações. O escritor Irwin Malagute, de Ribeirão Preto, compartilha sua paixão pela obra e explica por que ela o marcou profundamente.
Um Encontro Marcante na Juventude
Para Irwin, a leitura de Dom Casmurro durante o ensino médio foi um divisor de águas. Em meio às leituras obrigatórias para o vestibular, a obra de Machado de Assis o fisgou de uma maneira inesperada, despertando um amor duradouro pela leitura. A forma como Machado de Assis narra a história, com suas reflexões e digressões, foi o que mais o cativou.
A Digressão e a Reflexão Sobre o Passado
Malagute destaca o uso da digressão por Machado de Assis, um recurso narrativo em que o autor revisita o passado para tentar entender os acontecimentos. Essa busca por encaixar os fatos e encontrar o ponto crucial da história é um dos elementos que tornam a obra tão fascinante. O final em aberto, que deixa o leitor com dúvidas sobre a paternidade de Ezequiel, contribui para a riqueza da interpretação.
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Um Legado Atemporal e Aberto à Interpretação
Irwin acredita que a forma como Machado de Assis conduz a narrativa, deixando espaço para a interpretação do leitor, é um dos motivos pelos quais a obra continua relevante. Cada leitor pode se identificar com a história e construir seu próprio final. A obra permanece aberta a diferentes interpretações, enriquecendo a experiência de leitura ao longo do tempo.
A capacidade de Dom Casmurro de transcender o tempo e ressoar com diferentes gerações é um testemunho do gênio de Machado de Assis.



