Ex-Febem vira professor de Filosofia e mestre de Saúde Mental na USP de Ribeirão. Clica e ouça essa história com a Daniela Lemo
Apresentamos Claudio Luiz da Silva, professor de filosofia e mestre em saúde mental pela USP de Ribeirão Preto, cuja trajetória de vida é uma inspiração. Abandonado aos três anos, Claudio passou sua infância em instituições, primeiro no SAM (Serviço de Amparo ao Menor Abandonado) e depois na FEBEm (Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor).
De menino abandonado a mestre em saúde mental
A experiência na FEBEm, apesar das dificuldades iniciais, foi transformadora. Claudio descreve a unidade de Lins como um lugar onde teve estrutura e apoio, iniciando seus estudos aos dez anos. Em contraste com a imagem muitas vezes associada à FEBEm, Claudio destaca que a unidade não abrigava menores infratores, mas sim crianças abandonadas ou de famílias que buscavam melhores condições para seus filhos. A rotina na FEBEm era organizada, com tarefas, horários de lazer e acesso a profissionais de saúde. A unidade em Batatais, embora maior e mais rústica, oferecia uma gama ainda maior de atividades, incluindo cursos profissionalizantes.
Da FEBEm ao sucesso acadêmico
Aos 16 anos, ainda na FEBEm, Claudio prestou concurso para a Caixa Federal, um marco em sua vida. Após deixar a instituição aos 18 anos, ele enfrentou a difícil transição para a vida adulta, sentindo-se novamente abandonado. No entanto, a educação e o trabalho adquiridos na FEBEm foram fundamentais para sua trajetória. Claudio trabalhou em diversas áreas, desde redator publicitário até garçom, enquanto cursava filosofia na USP. Após concluir a graduação, tornou-se professor de filosofia, e mais tarde fez mestrado em saúde mental e atualmente cursa doutorado em neurociência.
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Um futuro dedicado à educação
A jornada de Claudio demonstra a resiliência e a busca constante por conhecimento e crescimento pessoal. Sua história inspira a todos que buscam transformar suas vidas e a realidade ao seu redor. Sua trajetória demonstra que, mesmo em meio às adversidades, a educação e o trabalho árduo podem levar ao sucesso e à realização pessoal. O futuro o reserva como neurocientista voltado para a educação, um caminho que promete continuar a inspirar e transformar vidas.



