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Clima de Ribeirão Preto favorece criadouros da dengue

Maria Luiza Santamaria, diretora da Vigilância em Saúde, falou à CBN
Clima de Ribeirão Preto favorece criadouros
Maria Luiza Santamaria, diretora da Vigilância em Saúde, falou à CBN

Maria Luiza Santamaria, diretora da Vigilância em Saúde, falou à CBN

A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde de Ribeirão Preto, Clima de Ribeirão Preto favorece criadouros, Maria Luisa Santa Maria, comentou sobre o novo boletim epidemiológico que confirmou 1.944 casos de dengue no município em março. Segundo ela, o aumento dos casos está relacionado às condições ambientais favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, como a presença de muitos criadouros e recipientes com água acumulada, além do clima quente e chuvoso que favorece a reprodução do vetor.

Maria Luisa destacou que a circulação do sorotipo 4 do vírus da dengue, ao qual a população é suscetível, também contribui para o aumento dos casos. Ela afirmou que a maioria dos casos é autóctone, ou seja, originada em Ribeirão Preto, e que os casos importados de outras regiões são poucos e não influenciam significativamente na transmissão local.

Reconhecimento da epidemia: De acordo com a diretora, Ribeirão Preto entrou em situação de epidemia de dengue após ultrapassar o limite estabelecido no diagrama de controle, que monitora o coeficiente de incidência da doença. Até o mês anterior, os números estavam dentro do esperado para o município, mas houve uma ascensão da curva de casos que caracteriza a epidemia.

Medidas de controle e atuação da prefeitura

O trabalho dos agentes de saúde nas ruas não sofrerá alterações, pois Ribeirão Preto possui uma sistemática reconhecida pelo Ministério da Saúde e pelo Estado. A prioridade é realizar bloqueios nos locais com maior concentração de casos, utilizando o mapeamento de áreas de risco com base no histórico da dengue e na exposição da população.

Capacidade de atendimento e recursos humanos: Maria Luisa informou que, em média, são confirmados 34 casos diários, e que a procura por atendimento em postos de saúde e hospitais privados aumentou. A preocupação maior está nos casos suspeitos, que demandam diagnóstico diferencial para outras viroses. A taxa de positividade dos testes para dengue gira em torno de 50% neste período do ano.

Sobre o número de agentes de saúde, ela afirmou que a equipe atual é insuficiente para a demanda da cidade, que precisaria de um agente para cada mil habitantes. No entanto, a prefeitura já aprovou a criação de 180 vagas para agentes de combate a endemias, que serão convocados em breve.

Informações adicionais

A diretora ressaltou o compromisso da Secretaria de Saúde em divulgar boletins epidemiológicos antecipados diante da situação de epidemia, conforme prometido anteriormente. Ela também fez um apelo à população para colaborar com as ações de prevenção e controle da dengue.

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