Imunizante, aprovado em março pela Anivsa, ainda não será contemplado pelo SUS e vai custar a partir de R$ 300
Aumento de casos de dengue preocupa autoridades sanitárias no Brasil. Uma nova vacina contra a doença, aprovada pela Anvisa em março, começa a ser oferecida em clínicas particulares na próxima semana, trazendo esperança na luta contra o mosquito Aedes aegypti.
Nova vacina contra dengue chega ao mercado particular
A nova vacina, indicada para pessoas que nunca tiveram dengue, previne os quatro sorotipos da doença e apresenta 80% de eficácia. Diferentemente da vacina anterior, disponível apenas para quem já havia contraído a doença, este novo imunizante é indicado para a população em geral, entre 4 e 60 anos. O custo, porém, é um fator limitante, pois a vacina ainda não está disponível no SUS.
Números da dengue no Brasil
Até o início de junho, o Brasil registrou mais de 1,3 milhão de casos de dengue, um aumento de 22% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar da redução de 9% nos casos graves e 26% nas mortes, ainda há 420 óbitos em investigação. Em São Paulo, houve queda de 2% nos casos, mas aumento de 7% nos casos graves. A vacina, aplicada em duas doses com intervalo de três meses, tem preço máximo definido pela Anvisa em São Paulo de R$ 379,40, sem incluir os custos de aplicação e funcionamento da clínica.
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Prevenção e sintomas
Os sintomas da dengue incluem febre alta (acima de 38 graus), dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dor no corpo e nas articulações, falta de apetite, fraqueza e manchas vermelhas na pele. Não há tratamento específico, sendo a recuperação geralmente espontânea. Pessoas idosas ou com doenças crônicas correm maior risco de desenvolver casos graves. A prevenção continua sendo fundamental, com medidas como eliminar focos de água parada para evitar a proliferação do mosquito. A vacinação, embora importante, não substitui a necessidade de cuidados com a higiene doméstica.
A situação em Ribeirão Preto, cidade que enfrenta uma epidemia de dengue com mais de 10 mil casos confirmados e 5 mortes até junho, ilustra a urgência da situação e a esperança pela disponibilização da vacina também na rede pública de saúde.



