Aproximadamente dois milhões de ocorrências do tipo foram registradas em 2016
A utilização de dados pessoais para obtenção de empréstimos e cartões de crédito é um crime crescente no Brasil. Em 2022, foram registradas quase 2 milhões de tentativas de golpes desse tipo em todo o país. As consequências para as vítimas podem ser devastadoras, envolvendo a perda de dinheiro e a exposição de informações sensíveis.
Golpe atinge agente administrativa
Isabel Alcântara Tavares, agente administrativa de saúde, teve seus dados pessoais usados para fraudes. Ela recebeu cobranças de três cartões de crédito de bancos e lojas, além de compras inusitadas, como vacina para cachorro. O pior, porém, foram os empréstimos consignados feitos em sua pensão, oriunda da morte do marido.
O que fazer em caso de fraude?
Após registrar dois boletins de ocorrência em 2016 e procurar as instituições financeiras envolvidas, Isabel ainda não obteve solução para o problema. Em um dos casos, conseguiu uma cópia da identidade utilizada na fraude, comprovando a ação criminosa. O advogado Otávio Belardi explica que, em casos de uso indevido de cartão de crédito, o primeiro passo é comunicar imediatamente a administradora para bloqueio. Se o problema já ocorreu, como no caso de Isabel, é necessário registrar um boletim de ocorrência e procurar a instituição financeira responsável pela transação fraudulenta para solicitar o ressarcimento dos valores.
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Responsabilidade das instituições financeiras
Segundo Belardi, as instituições financeiras têm a responsabilidade civil de devolver os valores gastos indevidamente por fraudadores. Não podem alegar culpa da vítima, pois a fraude ocorreu devido à atuação de criminosos. Caso o ressarcimento não seja feito administrativamente, o cliente deve buscar seus direitos na justiça.



