CNM divulga manifesto lamentando falta de protagonismo dos municípios na COP 30
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) expressou seu descontentamento com a ausência de protagonismo das cidades na COP30, realizada em Belém, Pará, em novembro. Através de um manifesto, a entidade lamentou a falta de diálogo com os municípios, que considera estarem na linha de frente da crise climática. A CNM, que representa 5.300 cidades, aponta que 49% dos gestores municipais desconhecem a COP e seus impactos na gestão local.
A Complexidade do Debate sobre a COP e os Municípios
O debate sobre a participação dos municípios na COP e seus impactos é complexo. É fundamental construir uma política que coloque os municípios como protagonistas, pois é no âmbito local que a vida das pessoas acontece. As medidas precisam ser eficientes e implementadas, prioritariamente, nos municípios. Os impactos das catástrofes climáticas têm afetado as cidades de forma incisiva, como as fortes chuvas e os desafios na preservação do espaço urbano. Portanto, qualquer solução deve ser desenhada em conjunto com os municípios.
Polarização e a Ausência de Mobilização Municipal
Muitos municípios não se mobilizaram para participar da COP, mesmo havendo espaço para apresentar suas demandas. Isso se deve, em parte, ao clima de polarização e divisão no Brasil. Alguns associaram a COP ao governo federal, quando a conferência deveria ser suprapartidária, focada no compromisso com o meio ambiente e o futuro. É preciso uma visão mais realista e reconhecer que, embora haja dificuldade em construir um plano nacional com as lideranças municipalistas, muitas delas se afastaram da discussão ao optarem por não participar, não fazer pressão ou não acompanhar o processo.
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Construindo um Futuro Sustentável Através da Cooperação Local
Para vislumbrar um futuro mais promissor, é essencial uma cooperação mais ampla em prol da sustentabilidade, começando pelas ações locais. Os municípios precisam aumentar a sinergia entre si, mostrando os caminhos que podem traçar em conjunto. Ampliar os diálogos, pensar em ações conjuntas e buscar sinergia entre os municípios mais próximos são passos importantes para avançar com medidas e parcerias substanciais. Os modelos de desenvolvimento atuais mostram seus esgotamentos, desde a forma como nos locomovemos até a maneira como lidamos com o crescimento econômico. A sustentabilidade, muitas vezes, é apenas uma palavra, sem aplicação prática. Uma série de desafios precisam ser compreendidos e as lideranças, desde o nível municipal até o federal, precisam ampliar a interlocução, superar diferenças ideológicas e concentrar-se em ações que façam a diferença.
Somente através de uma colaboração efetiva e do reconhecimento da importância das ações locais, será possível construir um futuro mais sustentável para todos.