Cooperativa optou pela saída do presidente Carlos Alberto da Silva, que admitiu a fraude na venda de produção agrícola familiar
Uma assembleia de produtores rurais em Bebedouro resultou na eleição de uma nova diretoria para a Coaf, cooperativa investigada por um esquema de propina em licitações da merenda escolar em diversos municípios paulistas.
Destituição e Delações
A reunião, que durou duas horas, marcou a saída do então presidente Carlos Alberto Santana da Silva, um dos suspeitos detidos na Operação Alba Branca. Além dele, outros nomes como Cássio Chebab e Carlos Luciano Lopes também foram citados nas investigações. Todos os envolvidos foram soltos após firmarem acordos de delação com o Ministério Público. O ex-presidente admitiu o uso indevido da Declaração de Aptidão ao Pronaf e confirmou que parte dos alimentos comercializados vinha de atacadistas, contrariando a exigência de produção por pequenos agricultores.
Acusações e Negações
Silva relatou ter ouvido conversas sobre o pagamento de propinas a deputados paulistas, embora não tenha citado nomes. Dois deputados da região de Ribeirão Preto, Antônio Duarte Nogueira Jr. e Baleia Rossi, foram mencionados em delações, mas ambos negam qualquer envolvimento com a Coaf e as denúncias.
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Nova Gestão e Futuro da Coaf
O novo presidente da Coaf, Nilsson Fernandes, busca proteger os produtores rurais não envolvidos na fraude. A cooperativa planeja analisar individualmente os pedidos de demissão de funcionários e redefinir seu foco de comercialização, priorizando a iniciativa privada. Fernandes também pretende resgatar a essência do cooperativismo, promovendo um planejamento conjunto com os produtores e garantindo a continuidade de projetos de desenvolvimento rural sustentável, como o Microbacias 2.
A Coaf busca atrásra um novo caminho, priorizando a transparência e o compromisso com os produtores, para superar os desafios impostos pelas recentes denúncias.



