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COAF teria superfaturado venda de alimentos para Prefeitura de Santa Rosa de Viterbo

Conversas vazadas entre funcionários revela suposta fraude na comercialização de produtos alimentícios para creches
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Conversas vazadas entre funcionários revela suposta fraude na comercialização de produtos alimentícios para creches

Conversas vazadas entre funcionários revela suposta fraude na comercialização de produtos alimentícios para creches

A prefeitura de Santa Rosa de Viterbo está no centro de uma investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, que apuram possíveis irregularidades em contratos firmados entre a administração municipal e a Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (COAF).

O Caso da Alimentação Escolar

A investigação se concentra em pagamentos realizados em 2014, que somaram R$ 77.536, para a compra de abacaxi, abóbora, cenoura, goiaba e suco concentrado. A prefeitura oferece diariamente 10 mil refeições para 5 mil alunos de três creches, dez escolas municipais e cinco escolas estaduais.

Suspeitas e Escutas Telefônicas

Um dos pontos de destaque da investigação é o suposto lucro excessivo na venda de suco de laranja. Em uma escuta telefônica, um vendedor identificado como César Bertolino, preso e posteriormente liberado, discute com outros dois homens sobre um edital de Santa Rosa. Na conversa, eles mencionam a possibilidade de inflacionar os preços, sugerindo um esquema para obter lucros indevidos. A transcrição da conversa indica que o preço colocado foi “mais que o dobro do que ele tinha passado como bom”.

A Defesa da Prefeitura

O prefeito Cássio Cunha Neto expressou surpresa com as notícias sobre a investigação, afirmando que não teve acesso ao conteúdo do processo. Ele justificou os preços pagos pelo suco de laranja, argumentando que a variação de preços de produtos sazonais é influenciada por fatores como crises hídricas, tempo, temperatura, conservação, armazenagem e mercado externo. No entanto, dados do CPES (Controle de Preços) indicam que a caixa de laranja de 41 quilos era vendida em média a R$ 10 em 2014, enquanto hoje está em média R$ 14, o que não corrobora totalmente o argumento do prefeito.

O Envolvimento de uma Funcionária

Outro ponto da investigação é o nome de Denise Martinelli Bordigon, chefe do setor de alimentação escolar da prefeitura. Em outra interceptação telefônica, Carlinho menciona que Denise teria afirmado que os pagamentos seriam adiantados, como no ano anterior, e que seria possível aumentar os preços. O prefeito confirmou que Denise é funcionária da prefeitura há 14 anos e que ela era o contato com a COAF, sendo responsável técnica pelo projeto da agricultura familiar e pelas compras.

As autoridades seguem apurando os fatos para determinar se houve irregularidades e identificar os responsáveis. A expectativa é que a análise da documentação e das evidências coletadas durante a investigação traga clareza sobre o caso.

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