Desde 2015, cobertura baixou de 95% para 71%; doenças que haviam sido controladas voltaram a aparecer
A queda na cobertura vacinal no Brasil, de 95% em 2015 para 71% em 2018, gerou o reaparecimento de doenças antes controladas, como o sarampo. A preocupação é compartilhada por órgãos da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, em consonância com dados do Programa Nacional de Imunizações (Ministério da Saúde) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Combate à Desinformação
Para combater a desinformação sobre vacinas, principalmente a importada dos Estados Unidos, um movimento pró-vacina foi criado. Esse movimento atua em dois eixos: gerar conteúdo informativo e educativo e combater diretamente páginas e grupos que disseminam informações falsas na internet e aplicativos de mensagens. A maioria dos casos de sarampo registrados no país é de pessoas que não tomaram as doses de vacina ou foram influenciadas por informações falsas.
Consequências da Baixa Cobertura Vacinal
A OMS aponta 10 milhões de infectados pelo sarampo no ano passado, com 140 mil mortes, a maioria de crianças menores de um ano não vacinadas. O Brasil perdeu a certificação de erradicação do sarampo devido à queda na taxa vacinal, que permitiu o retorno da doença. Em Ribeirão Preto, em outubro, havia 607 casos confirmados, demonstrando a gravidade da situação. A falta de vacinação representa um retrocesso em décadas de avanços na saúde pública, além do custo econômico: para cada real investido em vacinas, economiza-se 16 reais no sistema de saúde público.
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Ações em Conjunto
Diversos órgãos da USP, como o Instituto de Estudos Avançados, o Centro de Pesquisas em Doenças Inflamatórias e o Centro de Terapia Celular, apoiam o movimento pró-vacina. O objetivo é divulgar informações científicas sobre a eficácia das vacinas e desmentir as informações falsas que circulam sobre o tema. A iniciativa demonstra a importância da união de esforços para combater a desinformação e garantir a saúde pública.



