Ouça a coluna ‘CBN Educação Para a Vida’, com João Roberto de Araújo
Em conversas sobre educação para a vida, frequentemente nos deparamos com a percepção de que crianças são vistas como passivas ou até mesmo ingênuas. Educadores relatam ser mais fácil lidar com crianças que se impõem do que com aquelas que não expressam seus desejos. Mas como equilibrar essa situação, considerando a influência de modelos culturais?
A Lógica da Violência na Cultura e na Educação
O modelo predominante em nossa cultura é frequentemente regido por uma lógica de violência, onde buscamos enfrentar a violência com mais violência. Existe uma lacuna cultural que se reflete na educação: o desejo de que uma criança seja apenas produtiva na dimensão social e profissional. No entanto, antes de tudo, crianças e adultos precisam ser felizes.
Priorizando o Desenvolvimento Pessoal
Estimulamos nossos filhos e jovens para muita ação, às vezes até para a competição exacerbada. Priorizamos o desenvolvimento social e profissional, negligenciando o desenvolvimento pessoal, que é se sentir bem e estar feliz. Queremos filhos combativos, que passem na frente dos outros. É comum que pais apresentem seus filhos destacando conquistas como aprovação em vestibulares, empregos em multinacionais e altos salários. Mas o que dizer de apresentar um filho que se sente bem consigo mesmo, convive bem com as pessoas e está feliz? Parece que isso se tornou secundário.
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Educar para a Felicidade
Precisamos educar para a vida, para que as pessoas se sintam melhores e sejam mais felizes, não apenas mais ricas e eruditas. É fundamental repensarmos nossas prioridades e valorizarmos o bem-estar e a felicidade em todas as fases da vida.
Portanto, o foco deve ser em promover o bem-estar e a satisfação pessoal, em vez de apenas o sucesso material.



