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Cobrança de marcação de assento em voo da Gol gera polêmica

Passageiros que quiserem escolher suas poltronas recebem tarifa extra da companhia; entidades querem contestar medida na Justiça
Cobrança assento Gol
Passageiros que quiserem escolher suas poltronas recebem tarifa extra da companhia; entidades querem contestar medida na Justiça

Passageiros que quiserem escolher suas poltronas recebem tarifa extra da companhia; entidades querem contestar medida na Justiça

Passageiros da companhia aérea Go se depararam com uma mudança desagradável: a cobrança de taxa adicional pela escolha de assentos com antecedência. Essa prática gerou revolta entre consumidores e profissionais do setor de viagens.

Indignação e Prejuízos

Agentes de viagens, como Alex Coelho, demonstram indignação, classificando a cobrança como abusiva e uma forma de venda casada. A impossibilidade de garantir assentos próximos para famílias, por exemplo, é um dos pontos criticados. A alegação de que a prática é comum em outros países não convence, já que os preços das passagens aéreas nesses locais são significativamente menores.

Legalidade e Impactos

Apesar da polêmica, a advogada especialista em direito do consumidor, Juliana Martinez, afirma que a cobrança é legalmente amparada. Entretanto, ela destaca que o consumidor vem perdendo direitos e que a prática contribui para o aumento dos prejuízos, uma vez que serviços antes inclusos no valor total da passagem atrásra são cobrados separadamente. A única forma de evitar a taxa é realizar o check-in com menos de sete dias de antecedência, o que não garante a proximidade dos assentos para quem viaja acompanhado.

Mobilização e Ações Legais

A Go justifica a cobrança como parte de um novo perfil de tarifas, aplicável apenas à marcação antecipada de assentos. No entanto, a OAB pretende entrar com ação judicial para contestar a cobrança, considerada abusiva. O Procon do Maranhão já move uma ação contra a companhia, que pode servir de precedente para outras ações pelo país. A situação levanta preocupações sobre a perda de direitos do consumidor e a necessidade de mobilização por meio de órgãos de defesa do consumidor.

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