Conheça a história de Giullia Crevellin e conheça o processo para se conseguir o auxílio de um cão
Dília Crevelin, de 22 anos e deficiente visual, recebeu Alice, sua primeira cão-guia, em Ribeirão Preto. Nascida com catarata e com 5% de visão após cirurgia, Dília superou desafios, estudando marketing e viajando sozinha. Apesar de usar bengala, ela enfrentava dificuldades de locomoção, o que a motivou a se inscrever em um projeto de cães-guia em 2018, após quatro anos de espera, seu sonho se realizou.
Alice: Uma Transformação na Vida de Dília
A chegada de Alice transformou a rotina de Dília. Trajetos que antes levavam duas horas atrásra são feitos em meia hora. A cão-guia evita obstáculos e buracos, proporcionando maior segurança e independência à jovem.
A Escassez de Cães-Guia no Brasil
No Brasil, a obtenção de um cão-guia é um processo difícil. Existem apenas 155 cães treinados em todo o país, enquanto milhões de pessoas têm deficiência visual. O treinamento é complexo e de alto custo, envolvendo seis meses com uma família socializadora e um longo período em um centro de treinamento. Nem todos os cães se adaptam ao treinamento, e a compatibilidade entre cão e dono é crucial para garantir a segurança e a eficácia.
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Legislação e Desafios para a Inclusão
Embora exista legislação que garante o acesso de pessoas com cães-guia a diversos locais, o país precisa avançar em acessibilidade. A falta de conhecimento e a infraestrutura inadequada, como mobiliário urbano e prédios inacessíveis, ainda são grandes barreiras. A inclusão de pessoas com deficiência visual requer mais investimento em treinamento de cães-guia, melhorias na acessibilidade e conscientização da sociedade.



