Além dos leitos das UTI’s e enfermarias lotadas, funcionários relatam sobrecarga com a demanda
São Joaquim da Barra enfrenta um colapso no sistema de saúde devido à pandemia de coronavírus. A situação crítica no único hospital da cidade, a Santa Casa, tem levado a consequências trágicas.
Sobrecarga na Santa Casa
Com 13 leitos de UTI lotados há mais de 50 dias e apenas duas vagas na enfermaria (com capacidade para 25%), a Santa Casa está em colapso total. O diretor superintendente, João Alberto Destro, relata cinco pacientes entubados na sala de urgência sem leitos disponíveis na UTI, incluindo uma mulher grávida de 30 semanas. A enfermaria também está quase totalmente ocupada, sobrecarregando os funcionários. A enfermeira Daniela Lênis destaca a lotação máxima da UTI há meses, com pacientes jovens, graves e de longa permanência.
Falta de recursos e profissionais
A situação é agravada pela falta de profissionais de saúde para trabalhar em vagas de terapia intensiva e pela escassez de insumos para intubação. A falta de leitos, funcionários e medicamentos inviabiliza o atendimento adequado à população. Um exemplo dessa realidade é o óbito de Vanessa Barbosa de Campos, de 39 anos, que morreu esperando por uma vaga de UTI após complicações da doença.
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Esperança em novas vagas
Há uma busca por mais vagas de UTI na região. Uma portaria do Ministério da Saúde autorizou a abertura de novos leitos, com recursos destinados a hospitais de Igarapáva, Ipuã e Ribeirão Preto. Em Ribeirão Preto, serão 26 novas vagas, distribuídas entre o Hospital Santa Lídia e o São Lucas Ribeirânia, destinadas a pacientes do SUS com sintomas graves de coronavírus. Embora haja um esforço para ampliar o acesso a leitos de UTI, a situação em São Joaquim da Barra permanece extremamente delicada, refletindo a gravidade da pandemia na região.



