Famílias que trabalham em cooperativa, que lida com os recicláveis, dependem do serviço para conseguir pagar as contas
A suspensão da coleta seletiva de lixo em Ribeirão Preto completa um mês, gerando preocupações para 35 famílias que dependiam da renda obtida com a reciclagem através de uma cooperativa contratada pela prefeitura.
Impacto Financeiro e Social
A interrupção do serviço causou um impacto financeiro significativo nas famílias dos catadores, que perderam sua principal fonte de renda. A falta de um prazo para o retorno da coleta aumenta a insegurança, afetando o pagamento de contas essenciais como luz, água e aluguel. Depoimentos de catadores demonstram a angústia e a incerteza quanto ao futuro.
Responsabilidade Pública e Planejamento
A prefeitura afirma que a empresa responsável pela coleta não quis renovar o contrato, e que uma nova licitação está em andamento. Especialistas em direito público criticam a falta de planejamento da prefeitura, que deveria ter iniciado o processo de nova licitação com antecedência suficiente para evitar a interrupção do serviço. A ausência de planejamento demonstra falta de prioridade para questões ambientais e sociais.
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Desafios e Soluções
Além do impacto nas famílias, a suspensão da coleta agrava problemas ambientais, com o lixo reciclável sendo destinado incorretamente. A cooperativa acumula dívidas devido à paralisação das atividades. A prefeitura oferece algumas medidas paliativas, como cestas básicas e fornecimento de recursos básicos à cooperativa, mas essas ações são insuficientes para solucionar o problema. A baixa taxa de reciclagem em Ribeirão Preto (abaixo de 1% em 2019) evidencia a necessidade de políticas públicas mais eficazes e um planejamento a longo prazo para garantir a sustentabilidade do serviço de coleta seletiva e a inclusão social dos catadores.



