São 50 funcionários que atuam recolhendo resíduos de toda a rede de saúde do município; Sindicato havia notificado a Prefeitura
Nesta manhã, cerca de 50 funcionários da coleta de lixo hospitalar em Ribeirão Preto cruzaram os braços em protesto. A paralisação, iniciada na empresa localizada na zona norte da cidade, é motivada pela falta de vacinação contra a Covid-19.
Trabalhadores na linha de frente
Segundo o presidente do sindicato, João Campana, todos os 50 funcionários atuam na linha de frente de combate à pandemia e correm alto risco de contaminação. Um ofício alertando para a possibilidade de paralisação foi enviado à prefeitura na semana passada, mas sem resposta, o que demonstra, segundo o sindicato, um descaso com esses trabalhadores essenciais.
A paralisação e suas consequências
A paralisação afeta a coleta de lixo hospitalar em hospitais, clínicas, UPAs, UBSs e clínicas particulares da cidade. Embora a coleta de lixo residencial esteja ocorrendo normalmente, a interrupção do serviço hospitalar gera preocupações. A prefeitura ainda não se manifestou sobre a situação, nem sobre a inclusão desses profissionais no plano de imunização. O sindicato afirma que a paralisação é total em relação à coleta hospitalar, com cerca de 70% dos funcionários parados. Há relatos de trabalhadores afastados por conta da doença, com um caso grave de um funcionário entubado em UTI.
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A luta por vacinação
A falta de resposta da prefeitura gera indignação. O sindicato solicitou a vacinação dos trabalhadores em 8 de fevereiro, mas a Secretaria de Saúde negou o pedido em 25 do mesmo mês. A situação destaca a urgência de incluir esses profissionais no plano de vacinação, considerando o risco inerente à sua atividade e a necessidade de garantir a segurança sanitária da população. Acompanharemos os desdobramentos desta situação e a resposta da prefeitura.



