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Colheita da cana-de-açúcar em março é inferior a de 2016

Final da safra 2016/2017 contabilizou 3,26 milhões de toneladas na região apenas na primeira quinzena do mês
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Final da safra 2016/2017 contabilizou 3,26 milhões de toneladas na região apenas na primeira quinzena do mês

Final da safra 2016/2017 contabilizou 3,26 milhões de toneladas na região apenas na primeira quinzena do mês

A safra de cana-de-açúcar 2016/2017 terminou com resultados abaixo do esperado. De acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (a sigla foi omitida no texto original), a colheita de março de 2017 foi 38,5% menor que a do mesmo período da safra anterior, resultando em 72.610 toneladas de açúcar e 160 milhões de litros de etanol (18 milhões de litros de etanol anidro e 142 milhões de litros de etanol hidratado).

Impacto do Clima

Segundo José Guilherme Nogueira, superintendente da Sosicana, as chuvas fora de época afetaram significativamente a produção. Eventos climáticos em 2016, principalmente em regiões como Dumont, Drópolis e Jaboticabal, danificaram canaviais. Em alguns casos, a falta de chuva em safras anteriores também impactou a colheita atual. Apesar de um aumento no número de dias de máquinas em operação, o volume total colhido foi menor devido às condições climáticas adversas. O solo precisa estar seco para a colheita eficiente.

Balanço da Safra 2016/2017

Considerando toda a safra 2016/2017, foram produzidos 599 milhões de toneladas de cana. Destes, 46,41% foram destinados à produção de açúcar e 53,59% à produção de etanol. Houve um leve recuo de 0,74% na produção geral em comparação com o período anterior.

Perspectivas para a Safra 2017/2018

Antônio Dipado Rodrigues, autor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar, prevê que a safra 2017/2018 manterá a tendência de maior produção de etanol. A expectativa é de que não haja incremento na oferta de cana, podendo até ocorrer uma redução. Isso pode levar a uma maior destinação da matéria-prima para a produção de açúcar. Estima-se que cerca de 47% da cana seja destinada ao açúcar (mantendo a produção de etanol em torno de 53%). O setor, após anos de baixa rentabilidade, começa a se recuperar. Com a melhora nos preços (acima de R$ 90 por tonelada de cana), houve um aumento significativo nos investimentos em tecnologia, fertilizantes e defensivos agrícolas. O plantio de cana em dezembro de 2016 até o momento supera em 30% o mesmo período do ano anterior. A expectativa é que até 31 de março de 2017, 90 unidades produtoras iniciem a moagem para a safra 2017/2018.

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