Cerca de 73% das mulheres entrevistadas já se ausentaram do emprego ou de algum compromisso profissional por conta das dores
Uma pesquisa recente revelou que as cólicas menstruais são uma causa significativa de faltas e afastamentos do trabalho para mulheres. A pesquisa, conduzida por uma fabricante de medicamentos, destaca a gravidade do problema e a falta de compreensão por parte de alguns empregadores.
Dor Intensa e Impacto na Vida Diária
As dores, frequentemente descritas como intensas e incapacitantes, afetam a barriga e as costas. De acordo com o estudo, 92% das entrevistadas relataram sentir dores fortes, e 73% já faltaram ao trabalho, aula ou compromissos por causa delas. Os relatos incluem experiências como a de Lorena e Sara Dourado, que descrevem a incapacidade de realizar tarefas simples durante as crises de cólica, necessitando até mesmo de ajuda para se levantar do chão.
Proposta de Lei e Alimentação
Uma luz de esperança surge com um projeto de lei na Câmara dos Deputados, de autoria do deputado Carlos Bezerra (MDB-MT), que propõe licença de até três dias por mês para mulheres com cólicas intensas. A compensação das horas não trabalhadas seria obrigatória. Enquanto a aprovação da lei não acontece, a nutricionista Nayara Karamuru sugere a inclusão de alimentos como maçã, morango, uva, cenoura, soja e linhaça na dieta, devido às suas propriedades anti-inflamatórias e capacidade de melhorar o humor. Esses alimentos também contêm fitoestrógenos, que podem auxiliar no relaxamento uterino.
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A Importância da Compreensão
A pesquisa também apontou que 91% das mulheres sentem que suas dores menstruais são menos levadas a sério do que outros tipos de dor. É fundamental que haja maior conscientização sobre a gravidade das cólicas menstruais e seu impacto na vida das mulheres, tanto no âmbito pessoal quanto profissional. A busca por soluções, incluindo medidas legislativas e mudanças de hábitos alimentares, é crucial para garantir o bem-estar feminino.



