Colisões de veículos contra postes, árvores e muros estão entre os acidentes classificados como impactos contra objetos fixos. Na área de cobertura da CPFL, foram registradas quase nove colisões contra postes por dia entre janeiro e junho deste ano, segundo dados apresentados na coluna Direção Preventiva para um Trânsito Mais Seguro. O perito e professor Lucas Mora explica que a investigação das causas deve considerar possíveis falhas mecânicas, manutenção inadequada e fatores humanos, como uso do celular, excesso de velocidade, sono e manobras inadequadas.
A análise pericial também pode determinar a velocidade aproximada do veículo no momento do impacto a partir das características do local, da posição em que o veículo parou e dos danos provocados. Segundo Lucas Mora, princípios da física permitem avaliar se a velocidade informada pelo condutor é compatível com as marcas e consequências da colisão. O especialista também explica que o motorista pode ser responsabilizado pelos danos provocados ao patrimônio e alerta para o risco de acidentes secundários quando postes são atingidos e fios podem permanecer energizados.
Para reduzir as colisões, o perito recomenda manter o veículo revisado, verificar pneus, faróis e suspensão, respeitar os limites de velocidade, reduzir a velocidade em curvas, evitar ultrapassagens nesses trechos e não utilizar o celular de forma que cause distração. Em caso de colisão com poste e queda de fios, a orientação é permanecer em segurança e acionar o Corpo de Bombeiros, aguardando o isolamento da área e o desligamento da energia. Ouça a coluna Direção Preventiva para um Trânsito Mais Seguro para conferir as orientações completas.