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Coloca o casaco, tira o casaco… construção do Centro Administrativo ganha novo capítulo

Projeto foi novamente embargado pela Justiça que alegou 'potencial risco de prejuízo ao erário'; Bruno Silva comenta
Centro Administrativo
Projeto foi novamente embargado pela Justiça que alegou 'potencial risco de prejuízo ao erário'; Bruno Silva comenta

Projeto foi novamente embargado pela Justiça que alegou ‘potencial risco de prejuízo ao erário’; Bruno Silva comenta

A construção do novo centro administrativo de Ribeirão Preto, avaliado em R$ 173 milhões, foi suspensa novamente pela Justiça de São Paulo. A decisão atende a uma ação movida pelo prefeito eleito, Ricardo Silva (Elito), que alegou impactos econômicos negativos para a população e ausência de interesse público na obra.

Impactos Econômicos e Interesse Público

A juíza Lucilênia Canela de Mello justificou a suspensão com base em duas alegações principais. Primeiro, o prefeito eleito manifestou-se contra o projeto durante a transição de governo, argumentando que o deslocamento da administração para uma área distante do centro causaria prejuízos ao comércio local, dependente da circulação de pessoas que acessam serviços públicos. Segundo, a ausência de recursos financeiros, apontada por um déficit orçamentário de R$ 1,8 bilhão pela equipe de transição, também pesou na decisão.

Reações e Desdobramentos

O prefeito atual, Arte Nogueira, contestou as alegações sobre o déficit, afirmando que a prefeitura encerrará o ano com superávit entre R$ 70 milhões e R$ 100 milhões. A prefeitura ainda não foi notificada oficialmente sobre a decisão judicial, mas a questão deverá seguir na justiça. A polêmica envolve a construtora contratada, o volume de recursos públicos e questionamentos sobre o processo licitatório, audiências e a postura oscilante do poder legislativo.

Cenário Político e Futuro da Obra

A decisão judicial ocorre em meio a um cenário político conturbado, com debates sobre a dívida consolidada da cidade e a necessidade de recursos para outras políticas públicas. O prefeito eleito, Ricardo Silva, defende a realocação dos recursos para prioridades como mobilidade urbana e saúde. A questão judicial, agravada pelo recesso do Judiciário, provavelmente só será resolvida em 2025, deixando em aberto o futuro do projeto e gerando incertezas para a gestão municipal.

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