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Coluna de estreia fala sobre a inflação no Brasil

Ouça a coluna 'Economia', com Nélson Rocha Augusto
Coluna de estreia fala sobre a
Ouça a coluna 'Economia', com Nélson Rocha Augusto

Ouça a coluna ‘Economia’, com Nélson Rocha Augusto

Estreou hoje na CBN Ribeirão a coluna do economista Nelson Rocha Augusto, Coluna de estreia fala sobre a, presidente do Banco Ribeirão Preto. Todas as quintas-feiras, ele participará do programa para oferecer dicas sobre economia. Na estreia, Nelson abordou o tema da inflação, destacando a recente divulgação do índice IPCA-15, que apontou alta nos preços.

Segundo Nelson, o índice IPCA-15 apresentou uma variação acumulada de 6, Coluna de estreia fala sobre a,46% nos últimos 12 meses, valor próximo ao teto da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central, que é de 6,5%. Ele explicou que essa alta ocorre devido a uma demanda elevada na economia brasileira, impulsionada pela expansão do emprego e recuperação salarial, sem que haja aumento correspondente na produtividade das empresas.

“Não tem problema nenhum expandir a demanda, isso é até saudável e positivo dentro da economia. Mas desde que os fatores aumentem consequentemente a sua produtividade, para que as empresas possam vender mais, as famílias possam consumir mais, mas não por um preço maior, e sim por um preço constante, ou até quem sabe, desejamos que seja decrescente ao longo do tempo.”

Nelson ressaltou que o investimento não tem acompanhado o crescimento da demanda, o que faz com que o país esteja há aproximadamente dois anos próximo ao teto da meta de inflação. Ele citou os índices de inflação oficiais dos anos anteriores: 6,5% em 2011, 5,7% em 2012 e atualmente cerca de 6,5%, podendo fechar o ano próximo a 5,9%. Em comparação, destacou que outros países mantêm inflação abaixo de 2%.

O economista também comentou que a alta dos preços tem afetado especialmente os setores de alimentação e transporte, e que é necessária uma mudança nas políticas de combate à inflação por parte do governo federal para evitar descontrole dos preços e processos de indexação.

  • A demanda na economia brasileira está alta, impulsionada por emprego e salários, mas a oferta não acompanha devido à baixa produtividade e investimento insuficiente.
  • O índice IPCA-15 acumulado em 12 meses é de 6,46%, próximo ao teto da meta do Banco Central (6,5%).
  • Inflação elevada afeta principalmente os preços de alimentos e transportes.
  • A inflação no Brasil está alta em comparação com outros países, onde fica abaixo de 2%.

Aspectos da inflação atual:

Fatores que influenciam a inflação

  • Parte da oferta é suprida por importações, o que permite aumento de preços.
  • Quebra de safra agrícola nos Estados Unidos em 2023 elevou preços dos alimentos, mas esse efeito já foi dissipado.
  • A inflação brasileira permanece resistente à queda devido à falta de capacidade de expansão da oferta.
  • É necessário estimular investimentos para ampliar a oferta e equilibrar a relação entre demanda e oferta.
  • É importante que o crescimento da demanda seja acompanhado por aumento da produtividade para evitar pressão inflacionária.
  • O governo federal deve adotar políticas eficazes para controlar a inflação e evitar indexação dos preços.
  • O estímulo ao investimento é fundamental para ampliar a oferta e responder aos aumentos de demanda.
Entenda melhor

Recomendações e perspectivas: A inflação medida pelo IPCA-15 é um indicador importante para acompanhar a variação dos preços no Brasil. A meta de inflação do Banco Central é de 4,5%, com tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo, ou seja, o teto é 6,5%. Quando a inflação se aproxima ou ultrapassa esse teto, como ocorre atualmente, há preocupação com o impacto nos custos de vida e na estabilidade econômica.

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