Ouça a coluna ‘CBN Educação para a Vida’, com João Roberto de Araújo
O Dia de Finados, uma data tradicionalmente reservada para homenagear aqueles que já se foram, traz à tona uma reflexão profunda sobre a morte. Lidar com a perda é uma experiência universal, e a forma como abordamos esse tema, especialmente com as crianças, exige sensibilidade e cuidado.
A Morte como Parte da Vida
A nossa relação com a morte é complexa, marcada por uma luta constante contra o envelhecimento e a finitude. Apesar da influência do cristianismo, que ressalta a ressurreição e a vida após a morte, o medo e o horror da morte persistem em nossa cultura. Apresentamos, muitas vezes, uma dificuldade em aceitar a morte como um fenômeno natural da condição humana.
O Desafio da Educação Integral
É fundamental que a educação aborde a morte de forma integral, preparando as crianças para compreender a totalidade da vida, da qual a morte faz parte. A escola deve criar um ambiente onde o envelhecimento e a morte sejam aceitos com respeito e amor, como etapas naturais do ciclo vital. É importante desencorajar atitudes de negação da morte, incentivando a aceitação da impermanência.
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Celebrando a Transformação
A morte não deve ser vista apenas como o fim, mas também como uma força de transformação. Assim como a criação e a manutenção, a morte é uma energia vital que impulsiona a vida para frente. É preciso “morrer” para ideias e conceitos antigos para que o novo possa surgir. A educação para a vida deve nos ensinar a morrer, a celebrar a memória daqueles que se foram e a honrar a lei fundamental da impermanência.
Em essência, a vida é um ciclo contínuo de transformação, onde a morte desempenha um papel crucial. Reconhecer e aceitar essa realidade nos permite valorizar cada momento e honrar aqueles que nos precederam.



