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Coluna fala sobre os hormônios femininos após a menopausa

Confira a coluna Saúde, com o médico Fernando Nobre
Coluna fala sobre os hormônios femininos
Confira a coluna Saúde, com o médico Fernando Nobre

Confira a coluna Saúde, com o médico Fernando Nobre

Mulheres até a menopausa apresentam menor risco de doenças cardiovasculares em comparação aos homens, Coluna fala sobre os hormônios femininos, provavelmente devido à proteção hormonal natural presente até essa fase. A reposição hormonal, que consiste na administração de estrógenos com ou sem progesterona, é utilizada para tratar sintomas do climatério, período que engloba antes, durante e após a menopausa.

No entanto, estudos indicam que a reposição hormonal está associada a um aumento no risco de derrames, tromboses venosas e embolia pulmonar. Um estudo com mais de 44 mil mulheres que utilizavam progesterona e/ou estrógeno mostrou que a terapia aumentou em 25% o risco de acidente vascular cerebral (AVC), dobrou o risco de trombose venosa nas pernas e elevou em 75% o risco de embolia pulmonar, sem aumento significativo no risco de infarto do miocárdio.

Devido a esses riscos, a reposição hormonal não é recomendada rotineiramente para prevenção de doenças cardiovasculares. Em 2008, uma pesquisa conduzida na Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto avaliou mulheres hipertensas submetidas à reposição hormonal em baixas doses via adesivos cutâneos. O estudo não identificou alterações na pressão arterial, colesterol ou glicemia, mas constatou melhora nos sintomas da menopausa, indicando que a terapia pode ser benéfica para esse fim específico.

Assim, a indicação da reposição hormonal deve ser feita individualmente, considerando os riscos e benefícios para cada paciente, sempre sob avaliação médica. Para reduzir os riscos cardiovasculares nessa fase da vida, são recomendados hábitos saudáveis, como manutenção do peso ideal, prática regular de atividade física adequada, controle da pressão arterial, colesterol e glicose, além da abstenção do tabagismo. A prevenção continua sendo o melhor caminho.

  • Utilizada para tratar sintomas do climatério, incluindo ondas de calor e alterações do sono.
  • Administração comum de estrógenos com ou sem progesterona.

Aspectos da reposição hormonal:

  • Aumento de 25% no risco de AVC.
  • Dobro do risco de trombose venosa nas pernas.
  • Elevação de 75% no risco de embolia pulmonar.

Riscos associados:

  • Mulheres hipertensas receberam reposição hormonal em baixas doses via adesivos.
  • Não houve alteração nos níveis de pressão arterial, colesterol e glicose.
  • Houve melhora nos sintomas da menopausa.

Estudo da USP:

  • Indicação da reposição hormonal deve ser individualizada e avaliada por médico.
  • Manter hábitos saudáveis para prevenção cardiovascular: peso ideal, atividade física, controle de pressão, colesterol e glicose, e não fumar.
Importante considerar

Recomendações gerais: A reposição hormonal não deve ser usada rotineiramente para prevenção de doenças cardiovasculares. Seu uso deve ser restrito ao tratamento dos sintomas da menopausa, sempre sob supervisão médica, considerando os riscos e benefícios para cada mulher.

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