Ouça a coluna ‘De Olho na Política’ com Marcelo Fontes
Nesta sexta-feira, o comentário político se concentra na reclassificação do Plano São Paulo e a situação de Ribeirão Preto. Apesar do aumento de casos e internações, a região permanece na fase amarela, gerando debates e pressões.
Pressões políticas e econômicas
A decisão de manter Ribeirão Preto na fase amarela do Plano São Paulo é resultado de uma série de pressões. Políticos, comerciantes e o setor de saúde defendem diferentes abordagens. Enquanto o setor da saúde clama por restrições mais rígidas para conter a segunda onda da Covid-19, o comércio pressiona pela manutenção das atividades, mesmo que com regras sanitárias mais rígidas. O governo busca um equilíbrio, tentando manter o controle sem paralisar completamente a economia.
A mensagem do Governo e os cuidados contínuos
A manutenção da fase amarela transmite a mensagem de que o governo pretende manter as atividades em funcionamento, com critérios específicos para cada setor. Entretanto, essa decisão não significa que a situação está sob controle. A coletiva de imprensa enfatizou a importância de manter os cuidados preventivos, mesmo com a chegada da vacina. A qualquer momento, uma atualização extraordinária do plano pode retroceder a região para fases mais restritivas (laranja ou vermelha).
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Ação política e mobilização da população
A situação em Ribeirão Preto é crítica, com um aumento significativo de internações diárias. A urgência é a ampliação do número de leitos de UTI, atualmente em torno de 110, enquanto a cidade chegou a ter 260 leitos para Covid-19. A promotoria de justiça da saúde pública cobra um plano de contingência da prefeitura e da diretoria regional de saúde para viabilizar mais leitos. A população e o poder político precisam se mobilizar para garantir o atendimento aos doentes e a contenção da pandemia. A situação exige ação imediata e conjunta.