Ouça a coluna ‘Good Game CBN’ com Nicholas Bocchi
A comunidade gamer, historicamente pouco receptiva a minorias, tem visto crescente discussão sobre inclusão e diversidade. O Dia da Visibilidade Trans, comemorado recentemente, destaca a necessidade de abordar a representatividade trans e de outras minorias no universo dos games.
Desafios da representatividade na comunidade gamer
Jogadores trans e de outras minorias enfrentam diversos desafios, desde a falta de representatividade em jogos até o assédio e agressões online. Casos como o da jogadora Renilha, que sofreu complicações em uma cirurgia após uma promessa não cumprida por sua equipe, ilustram a realidade de muitas pessoas que buscam inclusão nesse meio. A busca por diversão e entretenimento muitas vezes se transforma em experiência negativa devido à falta de acolhimento e respeito.
Projetos de inclusão e iniciativas positivas
Apesar dos desafios, iniciativas como o Projeto Filipe (focado na comunidade LGBTQIA+) e o Candle Streamers (que promove a visibilidade de streamers negros) demonstram esforços para criar espaços mais inclusivos. A crescente representatividade de personagens trans em jogos, como em Hades, que ganhou o prêmio de melhor jogo de 2020, também sinaliza uma mudança positiva. Entretanto, esse progresso enfrenta resistência, como demonstrado pelo boicote ao Hades e pela pressão sobre empresas que patrocinam campeonatos de e-sports.
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O caminho para uma comunidade gamer mais inclusiva
Para alcançar maior representatividade, é crucial investir em educação, visibilidade e legislação. As marcas precisam entender que a comunidade LGBTQIA+ e outras minorias são um público consumidor relevante. Combater a transfobia e outros tipos de preconceito exige um esforço conjunto, que inclui a conscientização das empresas, dos jogadores e dos desenvolvedores de jogos. A construção de uma comunidade gamer mais acolhedora e respeitosa depende de ações contínuas e comprometidas com a inclusão.



