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Colunista relembra o caso de Madalena Gordiano, mulher que viveu 38 anos em situação análoga à escravidão

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escravidão moderna
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Madalena Giordiano: símbolo de superação e luta pela liberdade

De 38 anos em condição de escravidão à luta por dignidade

Madalena Giordiano passou 38 anos em condição análoga à escravidão, de seus 8 aos 46 anos de idade. Seu sofrimento começou quando foi adotada informalmente por uma professora e, posteriormente, passou a trabalhar como doméstica para o filho da professora e sua esposa. As tarefas eram extenuantes, e Madalena dormia em um quarto de despejo na casa dos patrões. A situação só mudou após vizinhos notarem que algo estava errado, com Madalena deixando bilhetes pedindo por dinheiro para comprar produtos de higiene pessoal. A denúncia ao Ministério Público resultou em sua libertação em 28 de novembro de 2020.

Uma nova vida e a força das redes sociais

Atualmente, pouco menos de três meses após sua libertação, Madalena se tornou um símbolo da luta por trabalho digno. Ela utiliza o Instagram para compartilhar sua jornada de transformação, mostrando momentos como sua primeira ida a um salão de beleza e a emoção de se ver no Jornal Nacional. Sua história inspira milhares e serve como um alerta sobre a realidade de muitas trabalhadoras domésticas no Brasil.

Denuncie e ajude a quebrar as correntes da escravidão

O Brasil possui mais de 6 milhões de empregadas domésticas, e muitas podem estar sofrendo algum tipo de violação de seus direitos trabalhistas. A história de Madalena reforça a importância da denúncia. Se você conhece algum caso de desrespeito à legislação trabalhista, denuncie! Ligue para o 100 ou 180, acesse o site mpt.mp.br ou utilize o aplicativo MPT-Pardal. Sua denúncia pode ser anônima e fazer a diferença na vida de alguém. Lembre-se, todos podemos ser a voz da liberdade e da transformação.

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