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Com 635.706 médicos no país, Brasil sofre com má distribuição destes profissionais

Com 635.706 médicos no país, Brasil sofre com má distribuição destes profissionais
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Com 635.706 médicos no país, Brasil sofre com má distribuição destes profissionais

Com 635.706 médicos no país, Brasil sofre com má distribuição destes profissionais

No próximo sábado, celebra-se o dia dedicado aos médicos, uma profissão de grande importância no Brasil. O número de médicos no país é expressivo, assim como a presença feminina na área, mas a distribuição entre os estados ainda revela disparidades.

A Distribuição de Médicos no Brasil

Em 2025, o Brasil contava com 635.706 médicos, o que representa uma média de 2,98 médicos por mil habitantes. A maior concentração desses profissionais está no Distrito Federal, enquanto o Maranhão apresenta a menor proporção. Esse índice mais que dobrou nos últimos 25 anos, mas, infelizmente, isso não se traduziu em uma melhoria proporcional na qualidade dos serviços prestados.

O Crescimento das Escolas Médicas e a Formação de Especialistas

O aumento no número de escolas médicas é notável e, em 10 anos, estima-se que o país terá 1 milhão e 150 mil médicos, sendo 56% mulheres. Atualmente, existem 448 escolas médicas no Brasil, oferecendo mais de 48 mil vagas anualmente. No entanto, a concorrência é alta nas instituições públicas, com aproximadamente 68 candidatos por vaga, enquanto nas faculdades privadas, o número cai para 7, com um custo médio mensal de 10 mil reais.

Desafios na Especialização Médica

Um dos maiores desafios é a desproporção entre o número de formandos e os programas de residência médica para a formação de especialistas. Em 2024, mais de 240 mil médicos no Brasil eram generalistas, ou seja, não concluíram a residência ou não obtiveram o título de especialista. Os 47 mil médicos que cursavam residência representavam apenas 8% do total de profissionais no país. Esses dados, presentes na Demografia Médica do Brasil de 2025, servem de alerta para as autoridades, indicando que grandes números nem sempre garantem qualidade.

Apesar dos desafios, a profissão médica mantém sua dignidade, valor histórico e papel fundamental na sociedade. Uma pesquisa do Instituto Datafolha revelou que os médicos lideram o ranking de confiança, com 81% dos entrevistados declarando-se confiantes neles. O reconhecimento a essa classe trabalhadora é pelo cuidado com a vida, prevenindo e tratando doenças. Ser médico é, antes de tudo, pensar na fragilidade humana diante da doença, oferecendo conforto e esperança.

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