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Com a alta dos combustíveis, o que compensa, abastecer com gasolina ou etanol?

Segundo o economista Felipe Borba, na média dos postos de Ribeirão, a gasolina é mais indicada
gasolina ou etanol
Segundo o economista Felipe Borba, na média dos postos de Ribeirão, a gasolina é mais indicada

Segundo o economista Felipe Borba, na média dos postos de Ribeirão, a gasolina é mais indicada

Com os recentes aumentos nos preços dos combustíveis, motoristas se questionam: etanol ou gasolina? Para elucidar essa dúvida, conversamos com o economista Felipe Borba.

Etanol x Gasolina: Qual a melhor opção?

Entre novembro de 2020 e o mês anterior à entrevista, o preço médio do etanol cresceu mais de 40%, passando de R$ 2,91 para R$ 4,16. Segundo Felipe, a regra dos 70% ainda se aplica: se o preço do etanol for superior a 70% do preço da gasolina, compensa abastecer com gasolina. Em Ribeirão Preto, por exemplo, o etanol estava em torno de 76% do preço da gasolina na época da entrevista, indicando que a gasolina era a opção mais vantajosa.

Para uma análise mais precisa, Felipe recomenda um teste: abastecer com a mesma quantidade de litros de cada combustível e comparar a quilometragem percorrida. Se o rendimento da gasolina superar os 30% esperados em relação ao etanol, a gasolina se torna a opção mais econômica. Caso contrário, o etanol é mais vantajoso.

Alta do Etanol: Fatores Determinantes

A alta do etanol, apesar de ser um produto nacional, se deve a diversos fatores. A principal razão é a relação entre oferta e demanda. As usinas priorizaram a produção de açúcar, impulsionada pela alta do dólar e da cotação internacional do açúcar. Contratos futuros de açúcar já haviam sido negociados, comprometendo a produção de etanol. A quebra de safra, agravada por condições climáticas adversas, também contribuiu para a escassez. Por fim, o etanol costuma acompanhar uma porcentagem do preço da gasolina, o que acentuou o aumento.

Diesel e Fronteiras: Desafios e Contrastes

Para caminhoneiros, a situação é ainda mais complexa. O diesel, especialmente o mais puro exigido por caminhões mais novos, apresenta preços elevados. A idade média da frota brasileira, principalmente entre autônomos, agrava o problema. Felipe sugere economizar com direção eficiente e optar por caminhões mais novos, que tendem a ter consumo menor. Buscar postos com preços mais competitivos também pode ajudar.

A comparação entre os preços de combustíveis em Foz do Iguaçu (Brasil) e no Paraguai (R$ 6,00 x R$ 4,50, respectivamente) ilustra a influência da carga tributária e dos custos de produção, mão de obra e logística. A diferença significativa ressalta a complexidade dos fatores que impactam o preço final do combustível para o consumidor.

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