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Com a companha ‘Março Lilás’, mês é período importante no combate ao câncer de colo de útero

Médico, Diocésio Andrade, fala sobre os sintomas, formas de prevenção e tratamentos; doença é a 4° mais letal entre mulheres
Com a companha Março Lilás
Médico, Diocésio Andrade, fala sobre os sintomas, formas de prevenção e tratamentos; doença é a 4° mais letal entre mulheres

Médico, Diocésio Andrade, fala sobre os sintomas, formas de prevenção e tratamentos; doença é a 4° mais letal entre mulheres

Março é o mês dedicado à atenção da saúde da mulher e marca a campanha Março Lilás, voltada à prevenção e ao combate do câncer do colo do útero. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), esse é o terceiro tumor maligno mais frequente entre mulheres no Brasil e a quarta causa de morte por câncer no país. Para esclarecer aspectos da doença, sintomas, prevenção e tratamento, a reportagem ouviu o oncologista Dr. Diocésio Andrade, em conversa transmitida pela CBN Ribeirão Preto.

Campanha e contexto epidemiológico

A campanha Março Lilás reforça ações de conscientização sobre o câncer do colo do útero e incentiva a adesão às medidas preventivas. “É um período importante para esclarecer a população de Ribeirão Preto e região”, afirmou Dr. Diocésio. Os números do INCA lembram a magnitude do problema e motivam a ampliação do diagnóstico precoce e da vacinação contra o papilomavírus humano (HPV), principal fator associado à doença.

Prevenção: vacina e rastreamento

O HPV é identificado como agente determinante em 90% a 95% dos casos de câncer do colo do útero, explicou o oncologista. Por isso, as estratégias de prevenção incluem a primária — evitar a infecção por meio da vacina — e a secundária — detectar e tratar lesões pré-malignas por meio do exame Papanicolau.

A vacina contra o HPV está disponível no SUS gratuitamente para meninas e meninos de 9 a 15 anos, em esquema de duas doses com intervalo de seis meses entre elas. Dr. Diocésio ressaltou a segurança do imunizante: efeitos adversos costumam ser leves, como febre baixa ou dor muscular. A vacina também é indicada para pessoas com imunossupressão e, na rede privada, há possibilidade de vacinação até os 49 anos, ainda que a eficácia possa ser menor em razão de exposições prévias ao vírus. O imunizante protege contra quatro tipos de HPV, reduzindo significativamente o risco de desenvolver a doença no futuro.

Quanto ao rastreamento, o Papanicolau continua sendo o exame de referência para detectar alterações celulares no colo do útero. “É um exame clínico feito pelo ginecologista; a coleta identifica células com alterações que podem evoluir para câncer se não tratadas”, explicou o médico. A recomendação atual admitida na entrevista é que o exame seja anual, e que, se a mulher tiver vida sexual ativa e acumular duas coletas normais, a periodicidade possa ser estendida para a cada três anos — sem substituir a necessidade de consultas ginecológicas regulares.

Sintomas e tratamento

O câncer do colo do útero pode ser silencioso em fases iniciais, tornando o rastreamento essencial. Entre os sinais possíveis estão sangramentos vaginais fora do período menstrual, sangramento após relação sexual, infecções urinárias de repetição e, em estágios mais avançados, dor abdominal intensa, sensação de peso na região pélvica e alterações no hábito intestinal, devido à proximidade do colo uterino com o intestino.

Sobre o tratamento, Dr. Diocésio informou que, quando o tumor é detectado precocemente e ainda confinado ao colo do útero — em geral quando é pequeno — a abordagem costuma ser cirúrgica. Em casos de lesões maiores ou com comprometimento de estruturas pélvicas, o tratamento combina quimioterapia e radioterapia. “As taxas de cura são relativamente boas quando a doença é encontrada cedo”, disse o oncologista, reforçando a importância das medidas de prevenção primária e secundária para reduzir a incidência e a mortalidade.

A campanha Março Lilás segue como lembrete para vacinar, realizar exames periódicos e procurar atendimento médico diante de qualquer sintoma suspeito. A informação e o acesso aos serviços de saúde são, segundo especialistas, armas fundamentais na luta contra o câncer do colo do útero.

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