Números são baseados em dados do IBGE; comparação feita nos anos de 2019 e 2021
A pandemia de Covid-19 trouxe impactos devastadores para a educação brasileira, especialmente na alfabetização. Dados alarmantes revelam que mais de 2,4 milhões de crianças em idade de alfabetização sofreram perdas de aprendizagem.
Números alarmantes e desigualdade
De acordo com a ONG Todos pela Educação, 40% das crianças de 6 e 7 anos não sabiam ler e escrever em 2021. Esse número representa um aumento significativo em comparação com 2019, e destaca a desigualdade no acesso à educação: crianças mais pobres e negras foram as mais afetadas.
Desafios do ensino remoto e a necessidade de intervenção
O ensino remoto emergencial, muitas vezes precário e com acesso desigual à tecnologia, agravou o problema. A falta de recursos, a dificuldade de acesso à internet e a impossibilidade de interação presencial com professores impactaram diretamente a alfabetização de milhares de crianças. A dificuldade de aprendizagem se intensifica pela falta de recursos tecnológicos, principalmente para crianças em fase de alfabetização.
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Caminhos para a recuperação da aprendizagem
Para reverter esse cenário, é crucial um olhar integrado, envolvendo políticas públicas em diversas áreas. A ampliação do tempo em sala de aula, com programas específicos de alfabetização e professores capacitados, é fundamental. Além disso, ações que considerem as necessidades sociais das crianças, como alimentação e apoio às famílias, são imprescindíveis para garantir o sucesso da aprendizagem. O restabelecimento do vínculo entre alunos e professores, e a colaboração entre a escola, a comunidade e o poder público, são essenciais para superar os desafios e garantir o direito à educação para todas as crianças.



