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Com a taxa Selic em 15%, o que muda no bolso do brasileiro?

Comitê de Política Monetária do Banco Central anunciou o aumento de 0,25%; o que muda para o quem depreende de financiamentos
Com a taxa Selic em 15%
Comitê de Política Monetária do Banco Central anunciou o aumento de 0,25%; o que muda para o quem depreende de financiamentos

Comitê de Política Monetária do Banco Central anunciou o aumento de 0,25%; o que muda para o quem depreende de financiamentos

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou um aumento de 0, Com a taxa Selic em 15%,,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, que passou para 15% ao ano. A decisão surpreendeu a maioria das instituições financeiras, que esperavam outro cenário.

Impactos no mercado imobiliário: José Augusto Viana, do Conselho Regional de Corretoras de Imóveis de São Paulo, explicou que a alta da Selic eleva o custo dos financiamentos imobiliários, tornando-os mais caros e excluindo muitas pessoas do mercado. Segundo ele, os bancos limitam o comprometimento da renda familiar a 30% para liberar crédito, e com juros elevados, as prestações ficam mais altas, dificultando a compra de imóveis.

Programas habitacionais e faixas de financiamento

Viana destacou que programas como o Minha Casa Minha Vida e iniciativas estaduais ajudam a população de baixa renda, mas a taxa de juros elevada também se aplica a imóveis fora desses programas, com médias de cerca de 14% ao ano no mercado convencional. A quarta faixa do Minha Casa Minha Vida, que permite financiar imóveis de até R$ 500 mil com entrada de 20% e taxa de juros de 10% ao ano, tem contribuído para movimentar o mercado, inclusive para imóveis usados.

Características do mercado local: Em Ribeirão Preto, há muitos lançamentos imobiliários nas faixas atendidas pelo programa Minha Casa Minha Vida, e a demanda tem sido alta, com quase todos os imóveis vendidos rapidamente. O mercado mantém uma dinâmica firme, apesar das dificuldades impostas pela taxa de juros.

Desafios para compradores com renda intermediária: Viana ressaltou que pessoas com renda familiar entre R$ 7 mil e R$ 13 mil muitas vezes não conseguem acessar os benefícios do Minha Casa Minha Vida e acabam dependendo de financiamentos convencionais, que têm taxas de juros mais altas. Isso mantém essas famílias presas ao aluguel, dificultando a realização do sonho da casa própria.

Entenda melhor

O aumento da Selic impacta diretamente o custo dos financiamentos imobiliários, elevando as prestações e limitando o acesso à compra de imóveis para grande parte da população. Programas governamentais mitigam esse efeito para faixas específicas de renda e valor do imóvel, mas muitos compradores ficam fora dessas condições.

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