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Com a volta dos impostos, litro da gasolina e está 55 centavos mais caro e o etanol 28, em Ribeirão

Preço médio do derivado do petróleo é vendido a R$ 5,52 e o álcool a R$ 3,54; economista Luciano Nakabashi analisa o cenário
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Preço médio do derivado do petróleo é vendido a R$ 5,52 e o álcool a R$ 3,54; economista Luciano Nakabashi analisa o cenário

Preço médio do derivado do petróleo é vendido a R$ 5,52 e o álcool a R$ 3,54; economista Luciano Nakabashi analisa o cenário

Após o fim da desoneração dos impostos federais sobre combustíveis, os preços da gasolina e do etanol registraram alta em diversas cidades brasileiras. Um levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) entre 26 de fevereiro e 4 de março, antes da volta dos impostos, apontava preços médios do litro da gasolina em R$ 4,97 em Ribeirão Preto, R$ 4,72 em Franca e R$ 5,59 em Barretos. O etanol, no mesmo período, custava R$ 3,54 em Ribeirão Preto, R$ 3,48 em Franca e R$ 3,75 em Barretos.

Impacto da volta dos impostos

Com o retorno dos impostos federais, os preços subiram. Em Ribeirão Preto, a gasolina passou para R$ 5,52; em Franca, para R$ 4,41; e em Barretos, para R$ 5,66. O etanol também sofreu reajustes, atingindo R$ 3,82 em Ribeirão Preto, permanecendo em R$ 3,75 em Franca e chegando a R$ 3,84 em Barretos.

Fatores que influenciam os preços

O economista Luciano Nakabashi, professor da FEA (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP), destaca diversos fatores que contribuem para as variações de preços entre as cidades, mesmo em regiões próximas. Entre eles estão a logística de distribuição, os custos locais (mão de obra, aluguel), a concorrência entre postos de combustíveis e a quantidade vendida (postos em rodovias, por exemplo, com maior volume de vendas, podem negociar preços melhores). A concorrência, segundo Nakabashi, é um fator crucial: cidades com mais postos tendem a ter preços mais competitivos.

Perspectivas futuras

Apesar da redução anunciada pela Petrobras no preço da gasolina e do diesel em fevereiro, o impacto nos postos não foi imediato e uniforme. A safra de cana-de-açúcar, prevista para começar em breve, pode trazer alguma redução no preço do etanol. No entanto, a relação entre o preço do etanol e da gasolina tende a se manter próxima da proporção de 70%, influenciando o preço final do biocombustível. A pesquisa de preços e a escolha estratégica do local de abastecimento continuam sendo importantes para o consumidor.

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