Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica, a quantidade elevada de chuvas no Sul do país manteve o volume das hidrelétricas
Em atrássto, consumidores brasileiros terão uma boa notícia: a conta de luz ficará mais barata. A bandeira tarifária será verde, graças ao alto volume de chuvas no Sul do país, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Bandeira Verde e Chuvas Abundantes
Com a bandeira amarela, o custo adicional seria de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos. No entanto, o excesso de chuvas no Sul elevou os níveis dos reservatórios das hidrelétricas, permitindo que a Aneel optasse pela bandeira verde. O engenheiro eletricista Jimenez explica que esse sistema de bandeiras (verde, amarela e vermelha, além da excepcional bandeira de escassez hídrica) foi criado em 2015 pela Aneel para ajustar as tarifas de acordo com a disponibilidade hídrica e a previsão de consumo.
Dicas de Economia e Custo da Energia
Embora a bandeira verde traga alívio, economizar energia continua sendo importante. Ar-condicionado, chuveiro elétrico, ferro de passar e microondas são os maiores vilões do consumo doméstico. A cobrança de tarifas adicionais se justifica porque, com reservatórios baixos, é necessário acionar termelétricas, mais caras e poluentes. Selma Aparecida Gonçalves, dona de casa, relata como reduziu sua conta de energia de quase R$ 400 para cerca de R$ 290 com medidas de economia, como banhos mais curtos e redução do uso de eletrodomésticos.
Cenário Hídrico e Perspectivas Futuras
Apesar das chuvas no Sul, outras regiões enfrentam escassez hídrica. O meteorologista Guilherme Borges da Clima Tempo destaca que, embora o reservatório do Sul esteja em 91% e o do Centro-Oeste em 63%, o período seco prolongado exige monitoramento constante. A usina de Furnas, por exemplo, opera com 73% de sua capacidade. Embora a situação seja estável, a bandeira verde não é garantida a longo prazo. As chuvas significativas só devem retornar a partir de setembro, com a chegada da primavera. Em julho, a bandeira amarela (R$ 1,80 a cada 100 kWh) ainda está em vigor.



