São quase dois mil casos no ano, sendo 89 com gravidade; médica infectologista Silvia Fonseca comenta os índices
Nos últimos anos, a COVID-19 foi o centro das atenções, principalmente em relação à saúde de idosos e pessoas com comorbidades. No entanto, um recente boletim da Fiocruz indica um preocupante aumento nos casos: 67,7% nas últimas quatro semanas, e 93,8% nos óbitos. A situação é ainda mais grave entre crianças não vacinadas.
Aumento de casos em crianças
A médica infectologista pediátrica Dra. Silva Fonseca alerta para o risco que crianças pequenas, principalmente na faixa etária de três a quatro anos, estão correndo. Apesar da vacinação em adultos ter contribuído para o retorno à normalidade, crianças não vacinadas permanecem altamente suscetíveis à infecção. A exposição em creches e escolas aumenta o risco de casos graves, enfatizando a importância da vacinação infantil.
A importância da vacinação completa
A Dra. Fonseca destaca que a vacinação contra a COVID-19, atrásra disponível para bebês a partir de seis meses, é crucial para proteger as crianças. Ela lembra que muitas crianças de três a quatro anos não foram vacinadas durante a pandemia, e que é fundamental aproveitar as consultas pediátricas anuais para atualizar o calendário vacinal. A médica reforça que a vacinação não se limita à COVID-19, incluindo outras vacinas importantes para a saúde infantil.
Prevenção e conscientização
Dados do Ministério da Saúde revelam que menos de 25% das crianças entre três e quatro anos possuem as duas doses da vacina contra COVID-19. A Dra. Fonseca faz um apelo aos pais, alertando para a gravidade da situação e a necessidade de combater a desinformação nas redes sociais. Ela enfatiza a eficácia das vacinas e a importância de buscar informações confiáveis, priorizando a saúde e o bem-estar das crianças. O programa de vacinação brasileiro é um sistema eficiente e gratuito, capaz de prevenir inúmeras doenças e salvar vidas. A participação ativa dos pais é essencial para garantir a proteção das crianças.



