Restrição na pesca nos rios faz diminuir a oferta dos pescados, o que gera o aumento nos preços
Com as restrições à pesca em água doce durante o período da piracema, Com início da Piracima, procurar por, a oferta de peixes nos mercados e peixarias diminui, o que pode impactar os preços para os consumidores. Para quem não quer abrir mão do consumo de pescado, a alternativa é optar por peixes de água salgada.
Impacto da piracema na oferta e preços
Durante a piracema, espécies como tantelapa, manditra, ira e corvina do rio têm a pesca proibida, o que reduz a disponibilidade desses peixes no mercado. Galo, proprietário de uma pescaria no Mercadão de Ribeirão, afirma que a estratégia adotada é estocar peixes antes do período para evitar desabastecimento e aumento de preços.
“Toda a piracema a gente tem uma programação. Tentamos estocar os peixes proibidos para não ser pego desprevenido e evitar aumento de preço. Se vendermos mais do que temos estocado, teremos que buscar novos fornecedores e pagar mais caro no final da piracema.”
Alternativas para o consumidor: Consumidores podem optar por peixes de água salgada, que estão disponíveis durante todo o ano. A sardinha, por exemplo, é uma opção prática, pois já é vendida limpa, facilitando o preparo.
Orientação nutricional: A nutricionista Ana Laura Azevedo recomenda os peixes de água salgada como boas alternativas aos peixes de água doce. Ela destaca que peixes como lambarí, manjuba e mandí podem ser substituídos por equivalentes de água salgada, que são peixes de couro com maior teor de gordura e requerem preparo mais elaborado.
“Os peixes de água salgada podem ser feitos grelhados ou cozidos, sendo o cozimento uma forma melhor de manter o sabor e o valor nutricional sem adicionar muita gordura. Eles são ricos em ômega 3 e fonte de proteína, importantes para a saúde.”
Informações adicionais
Não foram divulgados dados específicos sobre a variação dos preços durante a piracema nem sobre a extensão das restrições em diferentes regiões.



