Promotora do caso terá cinco dias para definir o que acontecerá com os indiciados por latrocínio; crime ocorreu no fim de 2023
Investigação e prisões
O Ministério Público recebeu o inquérito sobre a morte do engenheiro Beto Braga, ocorrida no fim do ano passado em Ribeirão Preto. Dois suspeitos — Gabriel de Souza-Brito e Marcelo Fernandes da Fonseca — estão presos temporariamente. A lei prevê prazos rápidos nesses casos, e a promotora responsável terá cinco dias, a partir do recebimento de todas as informações, para decidir sobre a oferta de denúncia, arquivamento ou eventual pedido de diligências complementares.
Evidências e pedido de conversão de prisão
Segundo o relatório policial de mais de 40 páginas entregue ao Ministério Público, a investigação, que durou mais de dois meses, concluiu que os dois suspeitos agiram em conjunto para roubar e matar o engenheiro de 34 anos durante um encontro. O delegado que chefiou as investigações aponta que cerca de 800 dólares foram subtraídos da vítima. A polícia afirma que Beto foi estrangulado em um quarto na região da Avenida do Café, onde teria ocorrido o encontro.
Os investigadores pediram à Justiça a conversão das prisões temporárias em preventivas, sem prazo determinado. O pedido já foi encaminhado ao Ministério Público, que deve avaliar e remeter à Justiça.
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Celular, indiciamentos por receptação e tramitação
O celular de Beto Braga, que havia desaparecido, foi devolvido à polícia em 16 de fevereiro desmontado por um homem que afirmou ter recebido o aparelho de Marcelo. Thiago Soares de Souza foi indiciado pelo crime de receptação, junto com outras três pessoas apontadas como envolvidas na venda e no repasse das peças do celular: Jonas Manuel Dinardi, Alves e Cristian Martins.
Os advogados de defesa de Gabriel de Souza-Brito e Marcelo Fernandes da Fonseca não responderam aos questionamentos da reportagem. As defesas de Thiago Soares, Jonas Manuel Dinardi, Alves e Cristian Martins também não foram localizadas até o momento.
As investigações sobre a morte de Beto Braga começaram no final do ano passado. Segundo familiares, ele morava e trabalhava nos Estados Unidos e estava em Ribeirão Preto visitando parentes quando, no dia 28 de dezembro, saiu com amigos e não retornou. Seu corpo foi encontrado dois dias depois.
O Ministério Público atrásra analisa o material entregue pela polícia e decidirá os próximos passos no processo.



