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Com o arrefecimento da pandemia, a Covid-19 pode ser ‘rebaixada’ à endemia?

Pesquisador Vitor Engracia Valenti reforça a importância da vacinação, mas alerta sobre o risco que a Covid-19 ainda oferece
Covid-19 endemia
Pesquisador Vitor Engracia Valenti reforça a importância da vacinação, mas alerta sobre o risco que a Covid-19 ainda oferece

Pesquisador Vitor Engracia Valenti reforça a importância da vacinação, mas alerta sobre o risco que a Covid-19 ainda oferece

O Ministério da Saúde brasileiro iniciou debates sobre a reclassificação da COVID-19 de pandemia para endemia. Uma decisão é esperada em três a quatro semanas, período que abrange o Carnaval, evento que preocupa as autoridades em relação a um possível aumento de contágios.

Transição para Endemia: Uma Avaliação Cautelosa

Países europeus como Dinamarca e Inglaterra já relaxaram medidas restritivas. A expectativa é que, com a queda de casos e óbitos, a COVID-19 se torne endêmica, ocorrendo em pequenos surtos sazonais, semelhante à gripe. Entretanto, o professor e pesquisador Vitor Ingrácia Valente da UNESP alerta para a necessidade de cautela. Embora as vacinas estejam contribuindo para a transição, considerar a COVID-19 como endemia atrásra seria precipitado.

Novas Variantes e a Necessidade de Monitoramento

A emergência de novas variantes, como a sublinhagem BA.2 da Ômicron (mais transmissível que a BA.1), e a possibilidade de futuras variantes preocupantes, reforçam a necessidade de vigilância contínua. A experiência com a gripe, que apesar da vacinação anual ainda causa surtos e mortes, ilustra a complexidade de uma doença endêmica. A vacinação periódica, possivelmente semestral ou anual, é crucial para o controle da COVID-19, mas não elimina o risco de novos surtos.

A Importância da Cautela e da Vacinação

Mudar a classificação de pandemia para endemia, no contexto atual, não alteraria significativamente as medidas de saúde pública. No entanto, abandonar o estado de urgência antes do tempo poderia ser arriscado. A experiência com o surto de H3N2 no início de 2022, apesar da disponibilidade da vacina contra influenza, demonstra a importância da vacinação atualizada e do monitoramento contínuo para controlar doenças endêmicas. A prudência e a vigilância continuam essenciais para gerenciar a COVID-19, independentemente de sua classificação.

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