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Com o outono aumentam os casos de doenças respiratórias e tem como se prevenir?

Crianças são as mais afetadas no período por enfermidades do tipo; Rodrigo Stábeli comenta sobre como se proteger desses quadros
Com o outono aumentam os casos
Crianças são as mais afetadas no período por enfermidades do tipo; Rodrigo Stábeli comenta sobre como se proteger desses quadros

Crianças são as mais afetadas no período por enfermidades do tipo; Rodrigo Stábeli comenta sobre como se proteger desses quadros

Com a chegada do outono, profissionais de saúde e pais alertam para o aumento de infecções respiratórias — especialmente entre crianças. Os quadros variam de resfriados simples a formas mais graves, como a bronquiolite, que pode exigir internação. Em entrevista, um pesquisador da Fiocruz explicou causas, medidas de prevenção e a importância da vacinação.

Aumento de casos e grupos mais afetados

Segundo o especialista, a saída do verão e a entrada do outono promovem maior circulação de vírus respiratórios. Crianças de creches e pré-escolas (até cerca de cinco anos) são as mais atingidas: um único caso em sala pode rapidamente originar um surto. Os sintomas mais comuns são coriza, dor de garganta e febre, mas alguns vírus podem evoluir para problemas respiratórios inferiores, como bronquiolite, que exige monitoramento e, em casos graves, internação.

Prevenção, isolamento e quando manter a criança em casa

Para reduzir a propagação, o pesquisador recomenda afastar da escola crianças com febre ou sintomas respiratórios e procurar orientação médica. O isolamento temporário evita a contaminação de colegas e familiares mais vulneráveis, já que muitos desses vírus são transmitidos por gotículas e pelo ar. Ele lembra que um quadro leve em uma criança pode ser grave para outra com condições de saúde diferentes.

Vacinas, vírus em circulação e tratamento

Entre os agentes em circulação estão vírus para-influenza, influenza (gripe) e Sars-CoV-2 (covid-19). As vacinas contra influenza e covid-19 estão disponíveis e são recomendadas para grupos prioritários; quando aplicadas, tendem a reduzir a gravidade da doença. Já o vírus respiratório sincicial (VRS), que costuma provocar infecções mais profundas nos pulmões de lactentes e crianças pequenas, ainda não tem vacina amplamente disponível no SUS, embora pesquisas avancem.

O entrevistado também alertou contra o uso indiscriminado de antibióticos para infecções virais, reforçando a necessidade de avaliação médica para definir o melhor tratamento conforme o agente causador.

As vacinas contra gripe e covid-19 podem ser encontradas nos postos de saúde locais; a orientação é que pais e responsáveis atualizem a caderneta vacinal das crianças elegíveis e mantenham medidas básicas de higiene para reduzir a transmissão.

Em resumo, a combinação de vigilância clínica, isolamento temporário de crianças com sintomas e vacinação quando indicada é a estratégia mais eficaz para reduzir surtos respiratórios nesta temporada.

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