Decisão da Justiça exige que os pacientes que esperam por leitos em Ribeirão Preto sejam internados imediatamente
A Justiça determinou a transferência de pacientes de Ribeirão Preto aguardando vagas em hospitais para unidades em qualquer região do estado de São Paulo. No entanto, a realidade nos hospitais mostra um cenário crítico, com famílias sofrendo com a espera e a superlotação.
Casos de óbitos na espera por vagas
O caso de Rubens Belfort, cujo pai faleceu após três dias internado na UPA aguardando vaga, ilustra a gravidade da situação. A falta de informações e a distância percorrida para buscar notícias do ente querido agravaram o sofrimento da família. Outro caso semelhante ocorreu com Bruno de Carvalho, cujo pai, com pneumonia, permanece internado na UPA Norte, em estado grave, sem conseguir vaga em UTI.
Falta de leitos e recursos: um problema regional
A falta de leitos é um problema que afeta toda a região, não apenas Ribeirão Preto. A médica Mirela Batista relata o caso de Luís Carlos Merichese, internado em Santo Antônio da Alegria, que necessita de atendimento especializado e está aguardando vaga, sem previsão de transferência. Em Barretos, a situação é igualmente crítica, com relatos de pacientes entubados em UPAs improvisadas, sem condições adequadas de tratamento. A dona Silvânia descreve a situação da irmã, entubada na UPA da cidade, em estado grave.
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A judicialização da saúde e a busca por soluções
Apesar das decisões judiciais determinando a transferência de pacientes, o advogado Luís Carpino Jr. explica que isso não garante a solução imediata. A falta de leitos é apenas um dos problemas; a falta de profissionais de saúde, medicamentos e insumos também contribui para o caos. A secretária de Saúde, Roberto Meneghetti, afirma que, mesmo com o aumento de leitos de UTI na região de Ribeirão Preto (de 106 para 311), a demanda continua alta. A solução, segundo especialistas, requer uma reorganização regional do sistema de saúde, com melhor articulação entre as esferas públicas e privadas, garantindo acesso equitativo ao tratamento para todos os pacientes, independente da rede de saúde.



